Lula lança programa bilionário contra o crime organizado e coloca segurança pública no centro do debate eleitoral
12 de mai.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta semana, no Palácio do Planalto, da cerimônia de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa voltada ao fortalecimento da segurança pública e ao combate às facções criminosas no país.
O evento ocorre no último ano do atual mandato e a poucos meses das eleições de 2026, em um momento em que a segurança pública aparece entre os temas de maior preocupação do eleitorado brasileiro.
Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, Lula apresentou o programa, que terá orçamento estimado em R$ 11,1 bilhões. Desse total, cerca de R$ 968,2 milhões serão destinados diretamente às ações do governo federal, enquanto aproximadamente R$ 10 bilhões serão disponibilizados em financiamentos para estados e municípios por meio do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social).
A proposta busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas, ampliar a atuação da Polícia Federal nas fronteiras e fortalecer estruturas de inteligência e investigação.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que uma das prioridades será reduzir o poder financeiro das facções criminosas. O presidente também revelou ter tratado do tema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião realizada recentemente na Casa Branca.
Segundo o governo federal, o programa será dividido em quatro grandes eixos estratégicos.
O primeiro é o de asfixia financeira das organizações criminosas, que contará com investimento de R$ 302,2 milhões. Entre as medidas previstas estão o fortalecimento das FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), a criação de uma estrutura nacional para operações interestaduais, ampliação do rastreamento de ativos e realização de leilões centralizados de bens apreendidos.
O segundo eixo será voltado ao fortalecimento do sistema prisional, com investimento de R$ 324,1 milhões. A proposta inclui bloqueio de sinais para impedir comunicações ilícitas dentro das unidades, reforço em presídios considerados estratégicos, criação do Centro Nacional de Inteligência Penal e ações de retirada de celulares, armas e drogas dos estabelecimentos penais.
Outra frente será destinada ao esclarecimento de homicídios, com investimento previsto de R$ 196,7 milhões. O foco estará na modernização das polícias científicas, melhoria dos Institutos Médico-Legais, expansão de bancos genéticos e integração do Sistema Nacional de Análise Balística.
Já o quarto eixo prevê ações de combate ao tráfico de armas, com recursos estimados em R$ 145,2 milhões. O governo pretende criar a RENARME (Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas), fortalecer o SINARM (Sistema Nacional de Armas) e ampliar operações integradas nas regiões de fronteira.
Com o lançamento do programa, o governo tenta consolidar uma agenda própria na área de segurança pública diante do avanço do debate eleitoral e das críticas da oposição sobre o combate ao crime organizado no país.
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