"Lulinha" abre empresa na Espanha em meio a citação em investigação do INSS
18 de mar.
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O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, registrou uma empresa na Espanha em meio às investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O nome dele aparece nas apurações que buscam identificar possíveis beneficiários do esquema, incluindo a suspeita de atuação como “sócio oculto”.
A empresa, chamada Synapta, teve início de operação em 13 de janeiro de 2026 e foi oficialmente registrada em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri, sob o número 877616. As informações constam em documentos analisados pela CNN após a divulgação do caso pela Folha de S. Paulo.
De acordo com os registros, a empresa está localizada na C/ Agustín de Foxá, nº 4, 5º andar, em Madri. Trata-se de uma sociedade limitada voltada à prestação de serviços tecnológicos. Entre as atividades descritas estão consultoria técnica e informática, além do planejamento e desenvolvimento de sistemas que integrem equipamentos, softwares e tecnologias de comunicação, conforme especificado nos documentos.
O capital social informado é de 3.000 euros, valor mínimo exigido pela legislação espanhola, equivalente a aproximadamente R$ 18 mil.
A abertura da empresa ocorre no momento em que o nome de Lulinha é citado em inquérito conduzido pela Polícia Federal. À CNN, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra a defesa do empresário, afirmou que a empresa ainda não está em funcionamento e destacou que não há irregularidade na criação do negócio.
“Talvez ele vá empreender no futuro, a médio ou longo prazo. Não há crime em abrir uma empresa. Crime seria não registrar. Ele tem uma postura transparente com isso. Só faltava agora ele ser perseguido também na Espanha”, declarou o advogado.
Em fevereiro, a CNN informou que a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de quebra de sigilo bancário de Lulinha, acompanhado de um relatório que aponta supostos pagamentos direcionados a ele.
Segundo o documento, mantido sob sigilo, a PF cita transferências que seriam feitas por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, a Lulinha por meio de uma pessoa próxima. As investigações indicam que os valores poderiam chegar a R$ 300 mil mensais e estariam relacionados à facilitação de acesso de Antunes a locais específicos em Brasília — o que é negado pelas defesas dos envolvidos.
A Polícia Federal também menciona a apreensão de um envelope, durante a quinta fase da operação Sem Desconto, com o nome de Lulinha indicado para o recebimento da encomenda.
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