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Mãe provocou morte da filha, da avó e de si mesma por envenenamento com monóxido de carbono

  • gazetadevarginhasi
  • 27 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura
Mãe provocou morte da filha, da avó e de si mesma por envenenamento com monóxido de carbono
Divulgação
PCMG conclui que mãe provocou mortes de três gerações da mesma família em BH.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta segunda-feira (23/6) a investigação sobre a morte de três mulheres da mesma família, encontradas sem vida no dia 9 de maio deste ano, dentro de um apartamento no bairro Barro Preto, região Centro-Sul de Belo Horizonte. As vítimas, de 68, 42 e 1 ano e 7 meses — avó, mãe e neta — morreram intoxicadas por monóxido de carbono.

De acordo com a Delegacia Especializada de Homicídios (DEH) Sul, responsável pela apuração, a tragédia foi causada pela inalação do gás liberado por três bandejas com carvão acesas dentro do quarto. A delegada Iara França Camargos, que presidiu o inquérito, afirmou que a mulher de 42 anos planejou a ação, caracterizando o caso como homicídio seguido de suicídio.

“Chegamos à conclusão de que ela arquitetou o ato. Ela vedou o ambiente, preparou os braseiros e deitou com a filha e a mãe, que já dormia sob efeito de medicação”, detalhou a delegada. Quatro cães da família também foram encontrados mortos no local, já em estado avançado de decomposição.

Durante a investigação, a equipe policial recolheu cartas escritas por mãe e filha, além de documentos que evidenciam o histórico de sofrimento psíquico da mulher de 42 anos. Conforme apontado pela apuração, ela sofria de depressão desde a juventude, com registros de tentativas de suicídio e dificuldades de socialização. Após o nascimento da filha, os sintomas se agravaram.

A polícia também apurou que mãe e filha viviam em forte isolamento, com poucos vínculos com familiares. Apesar do quadro de adoecimento, a criança era bem cuidada e recebia apoio financeiro do lado paterno e de programas sociais.

Com a morte da investigada, o inquérito foi encerrado e encaminhado à Justiça com pedido de arquivamento.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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