Médica é acusada de homicídio com dolo eventual após procedimento estético
16 de mar.
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Divulgação
MPMG denuncia médica por morte com dolo eventual após “mini lipo” em Montes Claros.
Legenda: Procedimento estético foi realizado em consultório sem estrutura adequada; paciente de 41 anos morreu após hemorragia durante a cirurgia.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou uma médica pela morte de uma paciente durante um procedimento estético realizado em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O caso ocorreu em 11 de dezembro de 2025 e foi classificado pelo órgão como homicídio com dolo eventual — quando o autor assume o risco de provocar a morte — qualificado por motivo torpe.
A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça Criminal do município. Segundo o documento, a vítima, de 41 anos, se submeteu a uma cirurgia chamada Mini Extração Lipídica Ambulatorial (Mela), popularmente conhecida como “mini lipo”. O procedimento foi realizado em um consultório alugado que funcionava originalmente como sala de fisioterapia.
De acordo com a investigação, a médica, formada há cerca de um ano e sem especialização em cirurgia plástica, teria realizado a intervenção em um local sem estrutura de centro cirúrgico e sem alvará sanitário para procedimentos invasivos.
Durante a cirurgia, a profissional administrou sedação venosa com o medicamento Propofol sem a presença de anestesiologista e sem equipamentos adequados para monitoramento cardíaco ou controle de dosagem.
Ainda conforme o Ministério Público, a técnica utilizada foi considerada “grosseiramente arriscada”. A cânula utilizada no procedimento teria sido introduzida em profundidade incompatível com a segurança da paciente, atingindo o retroperitônio e a artéria femoral.
A vítima sofreu choque hemorrágico — caracterizado por perda intensa e repentina de sangue — e morreu no próprio local. O consultório, segundo a investigação, não possuía equipamentos básicos de emergência, como desfibrilador ou oxigênio.
O MPMG sustenta que a denunciada agiu por motivo torpe, motivada por interesse econômico ao oferecer procedimentos de baixo custo, reduzindo despesas consideradas essenciais para garantir segurança e equipe técnica adequada.
Por se tratar de crime contra a vida, o Ministério Público pediu que a acusada seja levada a julgamento pelo Tribunal do Júri. O órgão também solicitou que seja fixada uma indenização mínima a ser paga aos herdeiros da vítima.
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