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Médico agredido por lutador em centro de saúde: 'Usou artes marciais para tentar me matar '

Nesta manhã, a Polícia Civil informou que o agressor ainda não foi localizado


Médico agredido por acompanhante de paciente em Centro de Saúde da Pampulha

O médico de 44 anos agredido no Centro de Saúde Santa Amélia, na região da Pampulha, recupera-se em casa, após ser liberado do Hospital Life Center, no bairro da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele foi encaminhado à instituição, após ser empurrado de uma escada e espancado pelo marido de uma paciente na tarde dessa segunda (6). À reportagem da Itatiaia, ele contou que uma confusão com a lista de nomes de pacientes desencadeou as agressões. Ele ficou com um braço quebrado, outros hematomas e mais de um mês de afastamento. “De manhã, atendi paciente marcado. À tarde, eu estava programado para atender os pacientes agudos — aqueles que apresentam alguma queixa clínica, que estão passando mal. A gente não tem espaço nenhum na agenda para encaixe, porque é muito apertada", disse.

Por volta das 15h30, ele chamou pela paciente Luana. “Uma paciente se apresentou, não sei se por ma fé ou se ela escutou mal. Ela se chamava Ana, com o mesmo sobrenome, e eu a atendi como Luana. Após as prescrições, soube que ela não era a paciente”, explicou.

Foi então que, segundo o médico, o marido da mulher marcada o indagou. “Ele perguntou se eu não a atenderia. Respondi que não cabia na minha agenda e que o atendimento seria feito por outra profissional. Ele insistiu: 'parceiro, você não vai atender minha esposa não?'”, ameaçou.

Segundo a vítima, o agressor disse estar aguardando desde cedo na unidade de saúde e partiu para a violência física. “Ele alegou estar esperando por muito tempo e já me empurrou. Voei escada abaixo. Depois, pulou dois lances de escada para o andar onde eu estava caído e pulou com o pé no meu rosto”, lembrou.

A sessão de espancamento só foi interrompida depois que colegas de profissão e outros pacientes intervieram. “Depois, fiquei sabendo que ele é lutador MMA. Ele usou do conhecimento em artes marciais para tentar me matar. Parecia que eu estava em um octógono. Foi muita violência", lamentou.
O suspeito e sua companheira fugiram da unidade de saúde. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, nesta manhã, o casal ainda não havia sido encontrado.

Confira a nota completa abaixo:

"A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recebeu a ocorrência de lesão corporal registrada, nesta segunda-feira (6/11), em uma unidade básica de saúde situada no bairro Santa Branca, em BH. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, um médico de 44 anos, após ser agredido, foi encaminhado para o devido atendimento médico-hospitalar. Já o suspeito, de 29 anos, e a paciente, de 28 anos, evadiram do local e, até o momento, não foram conduzidos à uma delegacia de plantão. A Polícia Civil orienta que a vítima procure a Delegacia Adida ao Juizado Especial Criminal para propor a devida representação criminal, conforme previsão legal, a fim de que todas as medidas legais cabíveis sejam adotadas. A unidade policial está situada à avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, 3250 - bairro Minas Brasil."

Lesões graves

Nesta manhã, a vítima se recupera das lesões. "Meu olho mal abre", disse. O braço esquerdo foi quebrado e as marcas no rosto são visíveis. Depois de sete dias, ele retornará ao médico para uma nova avaliação que pode indicar a realização de uma cirurgia no braço. Do consultório, ele ficará afastado por, pelo menos, 45 dias.
Ele ainda reclamou da falta de segurança no local. “A violência nas unidades de saúde está muito acentuada. A violência verbal e ameças são diariamente. Nunca imaginei, com 20 anos de profissão, que passaria por algo assim”, relatou.

O sentimento que fica é de descaso por parte do poder público. “As demandas dos servidores públicos, dos profissionais de saúde, por mais segurança, não está sendo ouvida. A gente fica muito exposto nas unidades. Já retiraram a ronda da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Até o porteiro, que era terceirizado, não está mais lá. Tudo em nome da contenção de custos", lamentou. Ele disse que a violência verbal é rotineira. "Mas percebo que a agressividade vem se escalonado", acrescentou.
O que disse a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lamentou o ocorrido no Centro de Saúde Santa Amélia. Os profissionais agredidos foram prontamente acolhidos e foi acionado o Fluxo de Abordagem a Episódios de Violência, estratégia que faz parte do Plano de Segurança para unidades de Saúde, afirma a nota da prefeitura.

A Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar foram acionadas. A ocorrência está sendo registrada na Central de Flagrantes IV da Polícia Civil, no bairro Alípio de Melo.

Sindicato repudia agressão

O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), por meio de nota, repudiou a violência contra o médico e afirmou que prestará as orientações jurídicas ao profissional e que acionará todas as autoridades responsáveis pela segurança e fiscalização.

No documento, o Sinmed-MG também exigiu que sejam "garantidas pelos gestores condições dignas de trabalho e segurança adequada nas unidades de saúde, com retorno dos porteiros a todas as unidades de saúde e destaca que estará atento para que as medidas cabíveis sejam tomadas, a fim de garantir o cuidado e respeito aos profissionais de saúde".
FONTE: ITATIAIA

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