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Médicos são afastados após vídeo mostrar consultórios vazios na UPA em Passos, MG

  • gazetadevarginhasi
  • 14 de out.
  • 2 min de leitura

Fonte: g1
Fonte: g1
Médicos plantonistas da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, no Sul de Minas, foram afastados preventivamente após a circulação de um vídeo nas redes sociais mostrando consultórios vazios na unidade. As imagens, gravadas por um paciente, viralizaram rapidamente e geraram críticas sobre demora no atendimento e supostas falhas na assistência médica.
Segundo o relato do paciente, o vídeo foi feito na madrugada de sábado (11) para domingo (12) e mostrava salas sem médicos. A repercussão levou outros moradores a relatarem experiências semelhantes. A manicure Sabrina Gerônimo contou que precisou ir três vezes à UPA até receber o diagnóstico de dengue. Nas duas primeiras consultas, ela foi medicada e liberada sem exames.
"Estive na UPA na sexta-feira com febre e dores no corpo. Esperei cerca de duas horas para ser atendida. O médico me passou um soro e mandou para casa. No sábado voltei, continuei mal e novamente me deram soro. Só no domingo, quando retornei com febre alta, fizeram o exame e confirmaram a dengue", relatou Sabrina em entrevista à EPTV, afiliada à Rede Globo.
O secretário municipal de Saúde, Randal Vargas, explicou que, no momento da gravação, três médicos estavam de plantão: dois em intervalo regulamentar e um ter ido ao banheiro. Segundo ele, o paciente teria entrado em área restrita sem passar pela triagem, o que possibilitou a gravação das salas desocupadas.
"Como teve esse barulho tão grande, para darmos transparência, decidimos pelo afastamento rápido desses profissionais. Fizemos também um levantamento interno e verificamos que a diferença entre a saída do médico e a entrada da pessoa que gravou o vídeo foi de apenas 20 segundos", afirmou Vargas.
O secretário destacou que a UPA segue o protocolo de Manchester, utilizado em todo o país para classificar os atendimentos conforme a gravidade. A unidade chega a atender cerca de 570 pessoas por dia, o que pode gerar esperas mais longas em casos de menor urgência. "Alguns pacientes podem aguardar até quatro horas, dependendo da classificação. Casos emergenciais têm prioridade. Os diagnósticos também variam conforme a evolução dos sintomas e o critério médico", explicou.
A Prefeitura de Passos informou que a investigação interna continua e que medidas administrativas poderão ser tomadas após a conclusão do processo. O caso segue sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde.

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Gazeta de Varginha

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