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Mais de 50% dos brasileiros já sentem efeitos do tarifaço dos EUA, mostra pesquisa

  • gazetadevarginhasi
  • 8 de set.
  • 2 min de leitura
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A taxa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em vigor desde 6 de agosto, já está sendo percebida pela população. Segundo pesquisa da HSR Specialist Researchers, realizada com 600 participantes, 54% afirmaram sentir fortemente o impacto, enquanto 38% disseram notar um pouco.
Entre os itens mais citados como responsáveis pelo aumento no custo de vida estão alimentos e bebidas, seguidos por combustíveis, energia, medicamentos, planos de saúde, produtos de higiene e eletrônicos.
O levantamento mostrou que os efeitos variam por região e classe social. Os mais afetados são os moradores do Norte e as classes C2 + DE (média-baixa e baixa renda). Já os grupos de renda B2 + C1 (média e média-alta) relataram menor sensibilidade.
“Esses padrões sugerem que a percepção sobre o ‘tarifaço’ é homogênea em termos de preocupação, mas difere na forma como ela se manifesta, refletindo diferentes níveis de vulnerabilidade”, avaliou Valéria Rodrigues, CEO da Shopper Experience.
O impacto econômico também alterou o humor dos brasileiros:
  • 46% relataram ansiedade e preocupação;
  • 18% citaram insegurança e incerteza;
  • 11% apontaram o alto custo de vida como principal problema;
  • Apenas 2% demonstraram otimismo em relação ao cenário nacional.
Como resposta, a maioria declarou adotar estratégias de contenção: cortes em lazer, adiamento de compras e viagens e busca por novas fontes de renda. No Sul, destacou-se a adaptação dos hábitos de consumo, refletindo cautela generalizada.
O tarifaço afeta 35,9% das mercadorias exportadas aos EUA, o que equivale a 4% das exportações brasileiras. Em carta enviada a Brasília, o presidente Donald Trump justificou a medida como correção de “graves injustiças” no comércio e criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, chamando-o de “caça às bruxas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu afirmando que o Brasil “não ficará de joelhos” e que o país é soberano. O governo estuda retaliações com base na Lei da Reciprocidade Econômica, mas medidas concretas só devem ser anunciadas em 2026. Enquanto isso, aposta na diversificação de mercados e em uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores prejudicados.

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