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Mendonça relata a aliados ver delação seletiva de Daniel Vorcaro e avalia rever estratégia no STF

  • 7 de mai.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatou a interlocutores que vê sinais de seletividade na delação premiada apresentada pelo investigado. Segundo apuração, o ministro identificou indícios de manipulação por parte da defesa de Vorcaro, com possível filtragem de informações incluídas no acordo.

Diante dessa avaliação, Mendonça passou a considerar uma revisão de sua estratégia no caso. Entre as possibilidades analisadas está a mudança de foco para a colaboração de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do esquema investigado.

Outra alternativa em avaliação pelo ministro é o adiamento da homologação da delação de Vorcaro. De acordo com relatos, há a possibilidade de que essa análise seja deixada para depois das eleições, como forma de evitar interferências do cenário político no andamento do processo.

Interlocutores apontam que a percepção dentro do STF é de que o ambiente político atual está contaminado e tensionado, o que poderia comprometer a obtenção de uma delação considerada confiável. Essa avaliação reforça a cautela do ministro em relação ao conteúdo apresentado até o momento.

A insatisfação de Mendonça com os primeiros sinais da delação foi tema de uma conversa recente com o advogado de Vorcaro, José de Oliveira Lima, conhecido como Juca. Segundo relatos, o ministro destacou que um fato que ele sabia ter ocorrido não foi incluído nos primeiros anexos entregues.

Após esse encontro, Mendonça passou a considerar que a defesa poderia estar manipulando a delação para poupar determinados envolvidos. A tensão entre o ministro e o advogado levou ao surgimento de rumores em Brasília sobre uma possível troca na defesa de Vorcaro, hipótese negada por Juca, que afirmou manter uma relação excelente com seu cliente.

Procurado para comentar o caso, André Mendonça não se manifestou. As discussões sobre a condução da delação e seus desdobramentos seguem no âmbito do Supremo Tribunal Federal, com avaliações em andamento sobre os próximos passos do processo.

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Gazeta de Varginha

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