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Milho, arroz, amendoim e afeto: agricultura familiar é destaque nas festas juninas

  • gazetadevarginhasi
  • 4 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Milho, arroz, amendoim e afeto: agricultura familiar é destaque nas festas juninas
Divulgação
Festas juninas reforçam importância da agricultura familiar na cultura alimentar brasileira.

As festas juninas, umas das mais tradicionais e esperadas do calendário cultural brasileiro, reúnem dança, brincadeiras e sabores que remetem à memória afetiva de milhões de pessoas. No centro dessa celebração estão os alimentos típicos que recheiam as mesas durante o mês de junho — muitos deles frutos diretos da agricultura familiar.

Milho verde, pamonha, canjica, curau, bolo, mungunzá, cuscuz e broa são apenas algumas das iguarias que fazem parte do cardápio junino. Cultivado em larga escala por pequenos produtores, o milho é um dos símbolos mais presentes nas comemorações. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, 44% da produção nacional de milho é oriunda da agricultura familiar.

Outro ingrediente indispensável nas festas é o arroz, que aparece em receitas como arroz doce, galinhada, baião de dois e arroz carreteiro. De acordo com o IBGE, 51% do arroz consumido no Brasil é cultivado por pequenos agricultores. Além de garantir o abastecimento alimentar, esses produtores desempenham papel central na preservação dos hábitos culinários regionais.

Para Ana Terra Reis, secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os pratos típicos são um elo entre o campo e as tradições populares. “Falar de pamonha, de milho verde, de amendoim, são hábitos alimentares cotidianos do campesinato brasileiro. Essa agricultura familiar contribui principalmente na manutenção dessa memória afetiva e da cultura alimentar dos povos”, afirma.

Durante o frio das festas juninas, os caldos também ganham espaço, preparados com mandioca e batata, dois alimentos fortemente ligados à agricultura familiar. A mandioca tem 70% de sua produção oriunda do campo, enquanto a batata representa 12%. Já o frango, comum em pratos como a canja, é produzido em 45,5% por agricultores familiares, o que reforça sua importância na cadeia produtiva e na economia rural.

A concentração de consumo durante o período junino, segundo a secretária Ana Terra, ajuda a equilibrar o mercado e favorece os preços para o produtor. “Esse aumento na demanda proporciona preços mais vantajosos e garante a comercialização no fim da safra. Muitos agricultores familiares planejam sua produção de olho nas festas juninas.”

Doces como paçoca, pé-de-moleque e pé de moça também têm destaque, todos à base de amendoim — leguminosa cuja produção ainda tem grande potencial de expansão no país. Atualmente, 70% do amendoim brasileiro é exportado, e o consumo interno é de apenas 1,1 kg por pessoa ao ano.

As frutas, por sua vez, aparecem em doces tradicionais, como a maçã do amor e a uva do amor. De acordo com dados do Censo, 17% das mais de 1,1 milhão de toneladas de maçãs consumidas no Brasil vêm da agricultura familiar. Já no caso das uvas, 31% da produção — equivalente a mais de 230 mil toneladas — são fruto do trabalho de pequenos produtores.
Fonte: Minist.do D A

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Gazeta de Varginha

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