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Minas se apresenta para mais um Enem como líder no ranking de pontuação entre estados e municípios


Unimontes / Arquivo


As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam neste domingo (5/11) e, nesta reta final, os estudantes da rede estadual pública de ensino focam na revisão de conteúdos e últimos preparativos. Para o momento decisivo, Minas Gerais - com seus mais de 358 mil inscritos - chega com um forte cartão de visitas: pelo terceiro ano consecutivo (2020 a 2022), é de MG a maior média de pontuação por escola no Enem, assim como a liderança no ranking de colégios com melhores médias de redação.

As informações são do estudo "Análise da evolução e disparidades nas notas do Enem”, realizado pela edtech AIO Educação, com recortes que os pesquisadores fizeram com dados de desempenho colhidos do Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O detalhamento foi divulgado em primeira mão pelo jornal O Globo. Pela plataforma da AIO Educação, é possível consultar os dados do Enem por escola, partindo do nome da instituição de ensino ou código Inep.

Outro levantamento, desta vez ressaltado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) a partir dos indicadores de nota média entre todas as cinco provas no Enem dos alunos formandos do ensino médio, revela que, no ranking de municípios com melhores notas no exame nacional, Minas Gerais tem sete municípios entre os dez primeiros colocados (Viçosa, Ipatinga, Nova Lima, Belo Horizonte, Barbacena, Itaúna e Juiz de Fora). Já entre os 20 melhores desempenhos, são 14 cidades mineiras bem posicionadas (além das sete já citadas, entram também Pouso Alegre, Sete Lagoas, São João del-Rei, Divinópolis, Poços de Caldas, Itajubá e Ubá).

A fonte dos indicadores mencionados pelo CLP é o Ranking de Competitividade dos Municípios (Inep 2022), que considera os 410 maiores municípios do país - aqueles com mais de 80 mil habitantes.

“Esse resultado mostra o trabalho conjunto de estudantes, professores e gestores escolares de todas as redes. Temos que reconhecer o esforço de toda a comunidade escolar, da direção aos Auxiliares de Serviços de Educação Básica (ASBs), que colaboram diariamente para o avanço da educação mineira. Na rede estadual pública de ensino, temos que destacar os investimentos realizados, desde o início desta gestão, em merenda de qualidade, infraestrutura e equipamentos. Tudo isso gera bons resultados lá na ponta”, afirma o secretário de Estado de Educação (SEE), Igor de Alvarenga.

Preparação com criatividade
As estratégias para preparar os estudantes que estão concluindo o ensino médio variam, com escolas investindo em aulões de preparatórios intensivos, simulados e até viagens imersivas em questões atuais, que podem ser temas da redação e de questões do exame.

Na Escola Estadual Sebastião Dias Ferraz, em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, foram organizados aulas por áreas do conhecimento, momentos para sanar dúvidas de forma coletiva com todas as turmas do 3º ano do ensino médio e aplicação de simulados seguindo os padrões do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enem.
“Os aulões estão sendo de extrema importância para nosso aprendizado e confiança para a realização do Enem. Para muitos, é a primeira vez que vamos fazer a prova e ter a aula e o simulado foram um diferencial”, comenta o estudante Pedro Henrique Lima, de 17 anos.

Além da teoria, Marcelo Silva, professor de Filosofia da escola, desenvolve o projeto “Eu posso”, que envolve professores, supervisores e diretores para prestar um suporte prático aos estudantes. “Nós fizemos as inscrições com eles em processos seletivos como vestibulares e Enem. Orientamos sobre como funcionam as modalidades de políticas de cotas e quais as mais adequadas para cada um. Fizemos momentos formativos para falar sobre obras literárias, filmes e músicas cobradas em vestibulares como da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Enem”, explica.

“Desde que me matriculei, participei de programas e aulas preparatórias, explicando como esses processos, tanto do Enem quanto das universidades, funcionam”, ressalta Letícia Barcelos, estudante do 3º ano, de 17 anos.

Com quase 600 estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio, a Escola Estadual Manoel Loureiro, na periferia de João Monlevade, avaliou que era preciso ir além das avaliações de provas anteriores e simulados em sala de aula. Era hora de sair dos portões da escola e conhecer outros ambientes, como o campus de universidades federais e até a comunidade indígena Pataxó, localizado no município de Carmésia, onde foi ministrada uma aula sobre marco temporal, um debate atual sobre a demarcação de terras indígenas.

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