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Número de estudantes mineiros em cursos técnicos nas escolas estaduais cresce 470% em 5 anos


Dados do Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), comprovam a mudança no cenário de vagas em cursos técnicos profissionais oferecidos dentro das escolas estaduais de Minas Gerais.

Essa evolução abrange não apenas o aumento no número de matrículas, mas também a expansão para mais municípios, escolas e opções de cursos.
Em 2019, ano inicial da atual gestão, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), matriculou 13.150 estudantes em cursos técnicos, nas modalidades concomitante (durante o ensino médio), subsequente (após a conclusão da formação básica) e Ensino Médio em Tempo Integral (Emti) Profissional.

Esse número cresceu de forma expressiva ao longo dos anos, atingindo a marca de 75 mil estudantes ativos em cursos profissionalizantes em 2024, o que representa um aumento de 470%.

Evolução de 2019 a 2024
Considerando as três modalidades de ensino, houve aumento no número de municípios beneficiados, passando de 119 em 2019 para 551 em 2024 (acréscimo de 363%).

O crescimento no número de escolas também foi expressivo, saindo de 150 para 1.030 unidades de ensino nesse mesmo período (aumento de 586%).
O gráfico "Evolução" demonstra esse crescimento na disponibilidade de cursos técnicos dentro das escolas estaduais ao longo dos anos.

Isso representa acréscimo significativo no número de estudantes investindo em formação profissional juntamente à Formação Geral Básica (FGB).
Enquanto em 2020 e 2021, a rede estadual matriculou, respectivamente, 14.170 e 12,5 mil estudantes, a partir de 2022, o número de alunos ultrapassou o dobro chegando a 32.290 matrículas. Em 2023, o crescimento foi de 43,7% com 46.415 estudantes.

Emti Profissional
A marca é resultado do trabalho da SEE/MG no cumprimento da Meta 11 do Plano Nacional de Educação e do Plano Estadual de Educação de triplicar o número de matrículas de estudantes em cursos técnicos de nível médio.

“O maior destaque é a ampliação da educação profissional no Emti, um programa estratégico e prioritário da Secretaria de Estado de Educação e do Governo de Minas, que tem como premissa o desenvolvimento de competências gerais para o mundo do trabalho em alinhamento aos projetos de vida dos estudantes , detalha a coordenadora geral de Educação Integral e Profissional da SEE/MG, Andréa Botelho de Abreu.

Quando destrinchados, os números mostram que o Emti Profissional foi o principal modelo que puxou a ascensão da disponibilidade de cursos técnicos nas escolas estaduais.

Em vigor desde 2017, a partir da Política de Fomento à Implementação de Emti, o cenário dos cursos em 2019 era de apenas 419 matrículas em quatro escolas de quatro municípios mineiros.

Em 2024, o Emti é realidade para 42 mil estudantes em 540 escolas localizadas em 329 cidades.

Atualmente, são mais de 50 opções de cursos, com destaque para os técnicos em Administração, Agronegócio, Logística, Desenvolvimento de Sistemas, Segurança do Trabalho e Informática.

Alinhada ao fomento da economia e qualificação do mercado de trabalho, a escolha de cursos abrange setores-chaves de cada região para unir o acesso à educação de qualidade a oportunidades de melhores rendas.

Como explica Andrea, para determinar o Plano de Atendimento Escolar (PAE), as escolas precisam mapear o perfil de cada região para a escolha do curso ideal.
“A SEE faz um estudo de ocupação das escolas e as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) fazem o levantamento junto às escolas que têm já o histórico de oferta de educação profissional ou que desejam iniciar”, diz.
Entre os critérios, é importante que o curso escolhido dialogue com a realidade local.

“A escola faz um levantamento dos arranjos produtivos, como qual o curso tem uma aderência junto ao mercado de trabalho, a empregabilidade dos estudantes e também uma análise das necessidades e prioridades em questões materiais que vão precisar ser disponibilizadas”.

Emti na prática
Da tecnologia à saúde, passando pela agricultura e artes, são muitos os exemplos da diversidade de cursos técnicos que conectam os jovens ao futuro profissional.
A oportunidade de cursar o ensino médio com o sonho da carreira em Agronomia atraiu Arthur Ferreira Silva, 15 anos, de Montes Claros, para a Escola Estadual Modestino Andrade Sobrinho, em Sete Lagoas, região Central mineira. Desde o início do ano, ele cursa o 1º ano do Emti Profissional em Agronegócio.

“Quero entrar na faculdade já habituado às matérias, assuntos e continuar me aprofundando cada vez mais”, diz.

“Daqui a 10 anos, eu quero estar formado em agronomia e medicina veterinária. Eu me vejo fazendo qualquer uma das funções com uma equipe especializada em inseminação e cirurgias em gado e cavalos”, planeja o jovem.
Já no Vale do Mucuri, na Escola Estadual Professora Hermínia Pereira de Almeida, em Ataléia, o plano de Gustavo Ivo Brito, 15 anos, matriculado no 2º ano do Emti Profissional em Informática é unir a base tecnológica do curso para formar-se em Geofísica.

“Uma das partes secundárias de geofísica envolve cálculo de probabilidade e muitas outras que têm a ver com informática. O curso vai me ajudar muito em fundamento e base na carreira. Eu sempre digo que o integral é um lugar de quem quer aprender porque é uma base de vida”, destaca.

Ainda que não tenha decidido a carreira que deseja seguir, Samya Vitória Silva, 16 anos, estudante do 2º ano Emti Profissional em Agropecuária, aplica os conhecimentos do projeto “Hidroponia na Escola" na formação como cidadã.
“Além de aprender sobre o cultivo de plantas sem usar a terra, também tenho aprendido bastante sobre sustentabilidade do meio ambiente na agricultura”, detalha.
Fonte: AgênciaMinas

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