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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 06/12/2023



O tilintar de uma ferramenta de pedreiro na undécima hora


Nós estamos sempre aprendendo, até mesmo nas idades mais avançadas, não importa quantos anos temos, acreditamos que entre 50, 60 ou aos 100 anos; deixarmos de compreender todas experiências vividas e aquilata-las, vendo que elas são boas, estaremos perdendo oportunidades de melhorarmos o meio em que vivemos e até o mundo.

Ninguém é totalmente perfeito, nem mesmo os considerados santos assim foram, basta que estudemos suas biografias – não sabemos como Deus escolhe seus eleitos – para transformar o mundo de maneira singular, com seus conceitos e trabalhos em prol da humanidade.

Se analisarmos que todos nós, por mais humilde que sejamos, temos um ego natural, o qual, consideramos sinônimo de dignidade, honra, amor-próprio e brio para defendermos das injustiças, não é nenhum pecado.

Mencionamos o ego natural por ser inerente ao nosso caráter que prepondera nos relacionamentos que todos temos. Qualquer ego que ultrapasse a naturalidade se torna um desconforto para convivência normal e até mesmo um perigo iminente, para proporcionar prejuízos materiais e morais irreparáveis a outrem. E tem cada ego enorme e assustador.

Recentemente, assistindo ao sepultamento de uma pessoa importante para nós, ouvindo o tilintar de uma colher de pedreiro quebrando um tijolo para lacrar a última morada na terra desse ser humano; cada barulho nos fazia lembrarmos de quão bonita é a vida, a amizade sincera e o amor, destarte, às vezes, vivermos sempre preocupados com o hoje e o amanhã, cometendo idiossincrasia, brutalidades, e outras situações mais abjetas; sentimentos de ódio e de vingança que destrói o coração de quem os sente, para depois arquivarmos no passado, lamentando, que tais preocupações e atitudes inconvenientes não valeram de nada, pois, tudo flui independente de nós querermos ou não; vida passa e saudades ficam, o alívio confortante é não termos remorso de nada.

Ninguém gosta de conjugar o verbo perder, é próprio de todos os humanos, a despeito de nosso sentimento inato de sobrevivência, como já dissemos, além do ego natural que machuca a todos, surge nossa preocupação em cultuarmos o “ter” em detrimento do “ser”, para depois deixarmos tristezas ou boas lembranças e a constatação que a matéria deteriora e não serve para nada.

Para que tanto mais do que precisamos quando perdemos a saúde, parentes e amigos? Frase muito repetida, que para nós e muitos outros não é novidade nenhuma, entretanto, é preciso suscita-la sempre, afinal, temos tendência a justificarmos nossos exageros para não enxergarmos o óbvio, pois, desencanta nossos prazeres egocêntricos, causando um incômodo numa consciência racional.

Há muitas dúvidas na crença porque não conseguimos ver o transcendente e nem sempre recebemos o que pedimos, questionamos muito, somos humanos falíveis, mas, não devemos perder a fé no Criador, pois, diante da precisão incomensurável da vida e tudo que a propicia, seria irracional pensarmos que estamos aqui por nada, esperando morrer, com o conforto de não sabermos quando, como e nem onde.

Ao ouvirmos o tilintar de uma ferramenta de pedreiro, pudemos constatar ainda, que as nossas profissões têm os mesmos valores, não importam títulos e os tratamentos diferenciados, que temos que dispensar além dos respeitosos, o que é, às vezes, uma tremenda hipocrisia em questão de méritos, pois, o pedreiro do cemitério não comete erros sequer por negligência, incompetência ou imprudência, pois ele agindo na undécima hora para dar dignidade a um ser, jamais causará prejuízos de toda sorte, como acontece com àqueles que controlam os destinos dos outros, algumas vezes, dolosamente.

Temos oportunidade de escrevermos textos exarando nossas opiniões isentas e verdadeiras (direito de expressão), só não sabemos se todos gostam ou se concordam com àquilo que passamos aos leitores, mas, nada fazemos se não for precedido de provas e sem analisarmos os dois lados da matéria e quando erramos, não furtamos ao pedido de desculpas, retratando na mesma intensidade.

Nossas colunas que não agradam esquerdistas são criticadas sempre por eles, portanto, gostaríamos de esclarecer que nada temos contra quem vota no PT e puxadinhos extremistas, só não concordamos com suas pautas que atentam contra a dignidade dos brasileiros, pois, somente àqueles, totalmente bucéfalos, idolatram uma praga depois de uma pandemia, chamada de Lula da Silva e seus 37 e sete ministros.

A propósito, não temos problemas ao votarmos em pessoas de bem que não sejam de direita, contudo, suas pautas têm que ser identificadas com nossos princípios cristãos.

É lamentável que o Verdi não possa candidatar-se novamente (faz excelente governo), independentemente de nossas discordâncias na defesa do patrimônio público, mas, nem por isso devemos engolir qualquer candidatura, em que pese, seu candidato natural ser íntegro – eleição depende de tendências, apoios e pesquisas; é preciso uma composição de credibilidade que vá ao encontro dos anseios da comunidade. Mantenham os egos do tamanho natural é o nosso conselho. E por falar em ego grande, temos que citar a nossa Câmara Legislativa, que sequer investigou nossa denúncia a favor do Município.

A entidade, respeitamos, pois, ela não se omite, mas, seus componentes, corporativamente, por desídia ou compromissos políticos, negligenciam, e pelo que nos parece ninguém levantou o tom para pedir o cumprimento de suas atribuições durante o episódio. Deixamos para justiça e o Tribunal de Contas resolverem. Se pensaram que que estávamos discutindo em causa própria enganaram, pois, nosso contrato vence neste mês e teremos que paralisar a empresa, mudarmos de lugar ou encerrarmos de vez nossas atividades, demitindo vários funcionários, contratados e parceiros; é a coisa certa a fazer.

Tínhamos um plano de mostrarmos quem são nossos Vereadores, mas, desistimos, pois, para reagirmos a um sistema carcomido, precisa-se coragem e provaram que isso eles não têm, embora saibamos que existem muitos edis que merecem nosso respeito. Medo e dúvida dão um coeficiente altamente desanimador, portanto, somos capazes de compreendermos e declinarmos das nossas intenções, tudo por causa de um barulhinho de tijolos que exalou nosso descontentamento pessoal.

A luta a favor do patrimônio público continuará, nossa saída do imóvel já estava prevista legalmente, embora, impossível desmanchar 3.550 metros de galpões e maquinários de até 14 toneladas, em tão pouco tempo.

Jamais pensamos que lutar por uma causa justa a favor do Município, nos renderiam tantos inimigos e impasses, por mera vaidade e orgulho. Se soubéssemos que tais sentimentos ofuscam tanto o sistema racional e legal, não remaríamos uma canoa contra um transatlântico, teríamos mudado de estratégia. Não somos muito, mas, o dom ou palpite certo que nos diferencia um pouco de alguns, não nos permitiria sermos tontos e entrarmos numa “furada” (modéstia as favas). Defendemos o município por dezenas de anos e continuaremos a defende-lo. Alguém tem algo contra? Estamos abertos a discutirmos sobre administração pública em todas divisões, seu cipoal de leis e regras devidamente estabelecidas por documentos institucionais, juntamente com erros que prejudicaram o Município no passado, presente e os que advirão para o futuro, se o Brasil não melhorar sua responsabilidade fiscal.

A quem muito é dado muito será cobrado – Lucas – 12:42-48. Não pague para ver o desfecho, pois, se não houver justiça lá em cima, muitos tomarão uma bela manta. No entanto, se for ao contrário...Não podemos ousar duvidar do Todo Poderoso. Quão grande és tu Senhor! Estamos em crise de irresponsabilidade!

Que Deus proteja àqueles que estão sofrendo injustiças e desanimados da vida em nosso Brasil!

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