Ser prefeito não é prêmio eleitoral, é função técnica e responsabilidade histórica. Governar exige vocação administrativa, senso de coletividade e absoluto desprezo pelo personalismo. Decisões não podem ser guiadas pelo que rende votos, mas pelo que atende às reais necessidades da população.
O primeiro dever do gestor é dominar o orçamento e o Plano Plurianual. Obras inacabadas devem ser concluídas e colocadas em funcionamento. Iniciar novos projetos sem controle das finanças é irresponsabilidade administrativa. Antes de expandir, é obrigação regularizar pendências herdadas e restabelecer o equilíbrio fiscal.
Secretários desalinhados devem ser substituídos rapidamente, antes que relações pessoais comprometam a eficiência do governo. Administração se faz com método, não com afetos.
Os planos do Executivo precisam estar alinhados com a Câmara de Vereadores, valorizando o Legislativo como pilar da governabilidade, sem submissão nem confronto estéril. Prestigiar politicamente os vereadores, dentro da legalidade, fortalece a gestão e evita paralisia institucional.
Manutenção dos próprios públicos, vias e serviços essenciais deve preceder qualquer obra vistosa. Muitos municípios não precisam de grandes construções, mas de fazer funcionar, com qualidade, o que já existe.
O prefeito exerce vida institucional e social intensa e deve, naturalmente, circular acompanhado de seus secretários. O que não pode é se deixar capturar por encontros sociais restritos a uma pequena plêiade de assessores. Quando se forma um “grupinho”, instala-se um ambiente improdutivo: antro de fofoca, inveja, intrigas e permanente suspeição, nocivo à administração e corrosivo à autoridade do cargo.
Transparência não é opção nem slogan: deve ser imposta desde o primeiro dia. Orçamento, contratos e prioridades precisam estar abertos ao escrutínio público.
Governar bem é cortar o que precisa ser cortado no início, ouvir a população com dados e pesquisas, e pensar nas próximas gerações; não nas próximas eleições.
A propósito, com essas regras, que ousamos propor sem arrogância e muito menos como paladino da verdade, é de conotação generalizada e se fossemos honrados com o cargo de Prefeito, jamais agiríamos fora dessa linha.
Copiando o grande General Romano, Julius Cesar, deixamos a sorte lançada – “Alea jacta est”!
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