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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 16/04/2026

  • 16 de abr.
  • 2 min de leitura


Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo
Essa administração poderá passar para história, se priorizar bem as obras extremamente necessária

O trânsito em nossa cidade atingiu um ponto crítico - e já não há mais espaço para soluções tímidas ou paliativas. O crescimento desordenado da frota, aliado à falta de planejamento urbano consistente ao longo dos anos, transformou ruas e avenidas em verdadeiros gargalos de mobilidade, impactando diretamente a qualidade de vida da população.
Já debatemos anteriormente medidas estruturais indispensáveis, como a abertura de novas vias por meio de desapropriações estratégicas, a descentralização de órgãos públicos para reduzir a concentração de fluxo em regiões específicas, e a construção de obras de grande porte - viadutos e trincheiras - que, embora onerosas, são investimentos prioritários para o futuro da cidade.
No entanto, é preciso encarar outra face do problema: o comportamento no trânsito.
A imprudência, especialmente por parte de motociclistas, tornou-se rotina. Ultrapassagens pela direita, desrespeito aos limites de velocidade e avanço em faixas contínuas são infrações frequentes, cometidas muitas vezes com a sensação de impunidade. Esse cenário evidencia uma falha grave na fiscalização e na presença efetiva dos agentes de trânsito.
Diante disso, torna-se urgente ampliar o efetivo de fiscalização, seja por meio da contratação de mais agentes, seja pela adoção intensiva de tecnologias de monitoramento. Câmeras inteligentes, radares modernos e sistemas automatizados de identificação de infrações não apenas aumentam a capacidade de controle, como também garantem maior eficiência e imparcialidade na aplicação da lei.
É necessário reconhecer uma verdade incômoda: no Brasil, a mudança de comportamento no trânsito ainda está fortemente associada à punição financeira. Multas não são apenas instrumentos arrecadatórios - são ferramentas educativas quando aplicadas com rigor e consistência.
Contudo, a fiscalização isolada não resolve o problema. Ela deve caminhar junto com campanhas educativas permanentes, voltadas à conscientização sobre o respeito às normas e à vida. O trânsito não é um espaço de disputa, mas de convivência coletiva.
Portanto, a solução para o caos viário passa por um tripé essencial: investimento em infraestrutura, descentralização urbana e fortalecimento da fiscalização aliado à educação. Ignorar qualquer um desses pilares é perpetuar um sistema ineficiente e perigoso.
A cidade que queremos - mais fluida, segura e humana - exige decisões firmes hoje. O custo da inércia, esse sim, é alto demais.
Prezado Prefeito Leonardo, Varginha é uma cidade de alta qualidade de vida. Com essas obras no trânsito e uma administração eficiente, temos certeza de que Vossa Excelência fará uma gestão inesquecível. A propósito, sabemos de sua lisura, mas o senhor não é obrigado a saber de tudo, em termos de milhares de rotinas complexas da administração pública; destarte sugerimos, puxe as rédeas das áreas de controladoria, administração, jurídica e fiscalização de obras. Já alertamos que essa Lei 14.133/21 é muito vulnerável no que tange às dispensas licitatórias, inexigibilidade, pareceres bem fundamentados, projetos básicos, 'carona' e à justificativa da escolha das licitantes: a lei acelera os procedimentos, mas não fica incólume quanto aos caminhos tortuosos, cujo oportunismo é ofensivo aos brasileiros.

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Gazeta de Varginha

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