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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 16/05/2026

  • 16 de mai.
  • 2 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo
Dizem que mineiro “come pelas beiradas”, mas alguns mordem também os adversários nas costas, para subir no puleiro

Romeu Zema construiu sua trajetória política surfando na onda de Jair Bolsonaro em 2018. Até então, era um empresário pouco conhecido no cenário nacional e com chances modestas de vitória. Bastou associar sua imagem ao fenômeno Bolsonaro para crescer rapidamente nas pesquisas e conquistar o governo de Minas. O eleitor bolsonarista mineiro comprou a ideia de que ali surgia um aliado fiel da nova direita brasileira.
Mas o tempo mostrou outra face: a do político pragmático ao extremo.
Zema sempre demonstrou habilidade empresarial e inteligência política, mas também um oportunismo difícil de esconder. Aproximou-se de Bolsonaro quando isso lhe rendia votos, depois tentou se descolar quando julgou conveniente. Agora, diante das movimentações envolvendo Flávio Bolsonaro e da disputa pelo protagonismo da direita para enfrentar Lula em 2026, o roteiro parece se repetir.
A impressão que fica para muitos conservadores é clara: Zema usa lideranças fortes como trampolim político e, ao primeiro sinal de conveniência estratégica, muda de lado sem hesitação.
É verdade que o governador ganhou respeito ao enfrentar o STF em determinados momentos, postura que empolgou boa parte do eleitorado mineiro cansado dos excessos institucionais. Ali, parecia surgir uma figura corajosa, alguém disposto a peitar o sistema. Mas a política cobra coerência - e é justamente nela que Zema começa a tropeçar.
Sobre Daniel Vorcaro e financiamentos políticos, ainda cabe apuração séria e responsável dos fatos. Porém, cresce entre muitos eleitores a percepção de que há relações perigosamente próximas entre poder econômico e interesses políticos no Brasil, algo que a população já não tolera mais depois de tantos escândalos nacionais.
No fim, Zema talvez tenha perdido a chance de consolidar-se como aliado definitivo do bolsonarismo raiz e até ocupar um espaço relevante numa futura chapa nacional. Para parte da direita, ficou a sensação amarga de que o governador mineiro preferiu o cálculo político à lealdade, estupidamente.
A propósito, temos que tirar a esquerda do poder, pois Lula e seus séquitos fervorosos terminam seu último governo demonstrando ser, mesmo, párias sem limites ao ensinar ao sistema que uma nação desinformada por uma mercenária, como a Rede Globo de Televisão, merece ser roubada. Acorda, Brasil! Essa eleição será uma guerra de narrativas para Lula tentar esconder as dificuldades do país.


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Gazeta de Varginha

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