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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 27/12/2023



Extraordinariamente, dignos de risos e choros


A sessão extraordinária do dia 22 de dezembro de 2023 foi marcante pelas alfinetadas políticas e pelas reclamações dos vereadores ao receberem anteprojetos de lei, sem o devido tempo regimental estabelecido para estuda-los, especialmente, em se tratando de área de terreno para que empresas possam se instalarem ou ampliarem seus espaços, desde que haja demanda de produção que, naturalmente, possam redundarem em recolhimento de impostos e empregos, garantindo a sustentação econômica do Município.

Salvo engano, conseguimos enxergar vieses diferenciados nas atitudes de cada um dos edis, da comissão de justiça e da Prefeitura, ofensas pessoais, que abriram um cenário circense, pois, houve “números” que causaram risos e outros, choros, mas, ambos os estados emocionais, são deploráveis porque desencantam e despertam ira nos representados, vendo como funcionam nossa política brasileira.

Sendo o parlamento o principal poder representante do povo no Brasil; no “ranking” mundial é um dos piores, pois, merece vastos adjetivos muito abaixo da linha da nobreza, com exceções é claro observando-se muitos homens de bem que o compõem; a doença crônica está no sistema representativo. Ou sistema lucrativo?

Não radicalizamos ao ponto de atribuirmos tal espetáculo, somente a nossa cidade, afinal essas atitudes acontecem no mundo inteiro, talvez menos na Câmara dos Lordes Ingleses que cuidam do decoro do cargo com rigor.
Vemos nessa reunião extraordinária, algo muito comum nos Municípios, em se tratando de matéria importante no executivo. Tramita-se processos, desnecessariamente, pois, os agentes vão se esquivando de chancelar um ato institucional, que acabam tomando, um “chá de gaveta” até que a emergência seja irreversível daí, o fim da linha, inevitavelmente, é a câmara. Têm Procuradorias cujos processos e seus pareceres norteadores são um “parto de égua”, principalmente, se os Procuradores têm “cara de poucos amigos”, àqueles arrogantes que pensam que sabem.

Nessa reunião de risos e choro, vimos que o Vice-Prefeito, que não têm poderes para decidir nada a não ser que esteja oficialmente, nos prazos legais, substituindo o Prefeito, no entanto, Leonardo Ciacci foi agredido com palavras duras só porque ele é até agora o principal e natural sucessor do Prefeito, é muito claro para nós, portanto, foi inapropriado atribuírem culpa ao Vice.

Só tem dois jeitos de um Vice mandar, afastamento legal do Prefeito, por qualquer impedimento que cause paralização da sua rotina, férias, viagens internacionais, renúncia ou morte do Prefeito; fora dessas hipóteses, ele poderá administrar, assinar e decidir, se assumir uma pasta, ou seja uma Secretaria. No mais, vice sempre será vice, todos subordinados do Prefeito e municípes lhes devem deferência, mas não subordinação.

Na reunião espetaculosa, vimos dois grupos, um do lado do Prefeito e o outro do lado do Deputado Dimas Fabiano, entretanto, como se tratava de matéria de cunho populista, nenhum louco votou contra – tantas farpas – para se juntarem consensualmente no final (quem quer perder voto?). Só achamos estranho ao verificarmos que eram dezesseis projetos e não aprovaram todos, se estavam, teoricamente, sob o manto do incentivo à produção, emprego e renda. Por que a procrastinação?

Não estamos julgando o ser humano, mas, atitudes incompatíveis com o cargo, tipos, nobre colega com ameaças veladas, ou excelência vou processa-lo, Sua Excelência está mentindo e não é que assistimos algumas mentiras, especialmente nos discursos, a boca falava de um jeito e o corpo de outro, somente perceptíveis àqueles que conhecem o “som” do corpo.

É normal político tomar posse como leão, mas, aos poucos vira um cachorrão, vendido e mentiroso. Admirávamos bons Vereadores, mas, a essência política que demonstraram nessa reunião, alguns perderam seu conceito com a gente.
Dizem que a grande força de um homem não é agredir o adversário e sim suportar às ofensas sem perder a compostura; vimos empurrões, sob intervenção da guarda municipal, socos no ar e chutes sem rumo.

Sr. Secretário, admiramos sua inteligência política e já fomos amigos próximos, mas, dizem que o senhor gosta de ameaçar e pressionar pessoas; cuidado para não pegar um gato bravo e acua-lo num lugar estreito.

Atitude para cassação houve, mas, quem tem peito? Bom mocismo! Lógico que não se trata do caso registrado no parágrafo anterior.

Ficamos indignados com a hipocrisia da simulação de rigidez ao tratarem sobre doações de áreas, se há pouco tempo prevaricaram diante da maior aberração jurídica no Executivo, deixando de investigar a reversão de uma área cuja empresa donatária havia perdido essa condição, por ter desaparecido do mundo jurídico, baixando o CNPJ e vendido suas máquinas, parando às atividades fabris, no entanto, não quiseram enxergar o possível crime de responsabilidade.

“Nossa responsabilidade é fiscalizar o executivo”, esta frase presidencial na reunião extraordinária, nos remeteu a uma indagação: Técnica, politicamente ou em troca de...? Desculpe nossa inconveniência, mas temos que registrar o símbolo do potássio em homenagem a esta frase óbvia: kkkkkkkk.

Analisamos também durante o evento circense, que tem vereador cujo sobrenome é rejeitado por todos, no entanto, um outro trabalhador, porém, mais simplório, parece meter medo em todos.

Aos 11 anos de idade lemos um livro com o título de “Construindo o Brasil”, e o mesmo ensinava que tudo começava pela verdade, justiça, liberdade, amor e solidariedade e com essas atitudes estaríamos construindo nosso caráter e um país melhor.

Muito difícil sermos totalmente bons, mas, não custa tentarmos, repensando nosso mal comportamento de ontem e melhorarmos para hoje ou sempre.
Nem todos têm a sorte de permanecerem no alto, tudo têm um tempo, um custo moral ou material, é um aprendizado dolorido, às vezes, para não errarmos mais.
Que Deus nos abençoe e que não percamos a esperança no Brasil! Podemos reconstruí-lo!


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