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Pesquisa da UFRJ desenvolve técnica inovadora que pode tornar soros antivenenos mais eficazes

  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura
Pesquisa da UFRJ desenvolve técnica inovadora que pode tornar soros antivenenos mais eficazes
Divulgação
Estudo em parceria com o Instituto Vital Brazil reduz toxicidade do veneno e amplia a ação dos anticorpos.

Uma pesquisa inovadora desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Instituto Vital Brazil, pode representar um avanço significativo na produção de soros antivenenos. A técnica consiste em submeter o veneno de cobras a pressões extremamente altas, capazes de modificar a estrutura molecular da substância e aumentar sua eficiência na geração de anticorpos.

De acordo com a líder do estudo e pesquisadora da UFRJ, Lina Zingali, os resultados demonstraram benefícios relevantes no processo de imunização. “Depois da pressurização, além de diminuir a toxicidade do veneno, ele se tornou ainda mais neutralizante. Então ele se tornou mais potente. Um outro aspecto bem interessante desse trabalho é que a gente formula anticorpos capazes de neutralizar outros venenos e com isso conseguimos um antissoro melhorado”.

A pesquisadora destaca ainda que a aplicação do soro vai além dos acidentes com serpentes. “Na verdade, o soro é importante não só para casos de acidentes de serpentes, mas também de outros animais como aranha, escorpiões, entre outros. E também para doenças como raiva e tétano, quando tratamentos importantes são feitos através de soroterapia”.

O estudo contou com financiamento das agências Faperj, Capes e CNPq e pode contribuir de forma decisiva para o enfrentamento do envenenamento por picada de cobra, um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 10 segundos uma pessoa é picada por uma cobra, e as mortes decorrentes desses acidentes podem chegar a cerca de 140 mil por ano. No Brasil, o envenenamento por picada de cobra ocupa a segunda posição entre as principais causas de intoxicação por animais peçonhentos.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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