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Petroleiros atravessam Estreito de Ormuz apesar de bloqueio dos EUA a navios ligados ao Irã

  • 14 de abr.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A travessia de petroleiros pelo Estreito de Ormuz continuou mesmo após o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a embarcações que atracam em portos iranianos, segundo dados de navegação divulgados nesta terça-feira (14). Um terceiro navio ligado ao Irã estava entrando no Golfo Pérsico pelo estreito no primeiro dia completo da medida americana.

O bloqueio foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (12), após negociações de paz realizadas em Islamabad entre EUA e Irã não resultarem em acordo. A restrição se aplica a embarcações que têm como destino portos iranianos, mas não impede a circulação de navios que não seguem para o país.

De acordo com os dados, os três petroleiros que transitavam pelo estreito não estavam a caminho de portos iranianos, motivo pelo qual não foram afetados pela medida. Entre eles está o navio-tanque Peace Gulf, de médio porte e com bandeira do Panamá, que segue para o porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos.

O Peace Gulf normalmente transporta nafta iraniana, matéria-prima petroquímica, para outros portos do Oriente Médio fora do Irã, de onde a carga é exportada para a Ásia.

Antes disso, dois outros petroleiros que já estavam sob sanções dos Estados Unidos também passaram pelo estreito. Um deles, o Handy Murlikishan, segue para o Iraque para carregar óleo combustível, enquanto o outro, o Rich Starry, foi apontado como o primeiro a atravessar o estreito e sair do Golfo desde o início do bloqueio.

O Rich Starry, um navio-tanque de médio porte que transporta cerca de 250 mil barris de metanol, pertence à empresa Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, que foi sancionada pelos Estados Unidos por negociar com o Irã. A embarcação carregou sua carga em Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, e possui tripulação chinesa.

Em reação à medida americana, o Ministério das Relações Exteriores da China classificou o bloqueio como “perigoso e irresponsável”, afirmando que a ação pode agravar as tensões, embora não tenha confirmado se navios chineses continuam atravessando o estreito.

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Gazeta de Varginha

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