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PM que morreu baleado na cabeça em BH terá órgãos doados: 'Era o desejo dele'

O sargento Roger Dias da Cunha, de 29 anos, teve a morte confirmada no domingo; ele levou dois tiros na cabeça ao tentar abordar um suspeito no bairro Novo Aarão Reis


O policial militar teve a morte cerebral confirmada na noite de domingo (7) — Foto: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS
O sargento Roger Dias da Cunha, de 29 anos, que teve a morte cerebral confirmada no último domingo (7 de janeiro), terá os seus órgãos doados.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) a O TEMPO pela Polícia Militar (PM) e, também, por familiares do policial. O militar foi atingido por dois tiros na cabeça, na noite de sexta (5), no bairro Novo Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte, depois de tentar abordar um suspeito que estava em "saidinha de Natal".

"Era o desejo dele", disse um parente que não será identificado. Ainda não há confirmação sobre horário do velório e sepultamento, porém, já se sabe que a cerimônia deverá ocorrer na terça-feira (9).
Mais cedo, colegas de batalhão do sargento Dias, que era lotado no 13º Batalhão da PM, fizeram uma homenagem ao militar em frente à sede da unidade. Confira:


O caso

O sargento Dias foi atingido por disparos à queima-roupa na noite de sexta, quando guarnições do 13º Batalhão perseguiam dois suspeitos na Avenida Risoleta Neves. Em dado momento, o motorista teria perdido o controle da direção e batido contra um poste. Após o acidente, os suspeitos desceram do carro e continuaram a fuga a pé.

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Um deles foi alcançado por um sargento. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o militar se aproxima do suspeito e da ordem de parada, mas é surpreendido pelo criminoso, que saca uma arma e atira à queima-roupa contra o policial.

O militar foi socorrido por colegas para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Venda Nova, mas, dada a complexidade do caso, foi encaminhado para o Hospital João XXIII. O militar, que é pai de uma criança recém-nascida, estava na Polícia Militar há cerca de 10 anos.

Prisão em flagrante é convertida em preventiva

A Justiça decidiu por manter presos os dois homens suspeitos de envolvimento na perseguição que terminou com o sargento Roger Dias da Cunha, de 29 anos, baleado duas vezes na cabeça. O atirador de 25 anos e um comparsa dele, de 33, tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva em audiência de custódia neste domingo (7).

A decisão foi da juíza Juliana Miranda. Ela argumentou que as circunstâncias são “gravíssimas”, argumentando que, além do sargento baleado, outros policiais teriam sido alvos da dupla, que atirou contra a viatura. "Foi necessária uma mobilização policial complexa e longa para captura dos autuados”, observou.

A magistrada ainda lembrou o passado criminal de ambos para provar que há risco caso eles não fiquem em detenção, sendo que o suspeito de 33 anos, que, até a prisão em flagrante, estava em liberdade condicional, ainda está em cumprimento de pena por um assassinato e tentativa de assassinato qualificada. "Tudo isso corrobora para a necessidade da conversão da prisão em flagrante em preventiva para a garantia da ordem pública", concluiu Juliana.

"Saidinha"

O suspeito, 25 anos, de atirar à queima-roupa contra o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, 29, gozava de uma saída temporária do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava desde agosto. A saída temporária, popularmente conhecida como “saidinha”, é um benefício previsto na Lei de Execuções Penais - 7.210/1984 - para presos em regime semi-aberto. 

FONTE: O Tempo


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