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Polícia Judicial do STF propõe ampliar proteção à família do ministro André Mendonça

  • 6 de mar.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) sugeriu ampliar o esquema de segurança destinado ao ministro André Mendonça, relator de processos considerados sensíveis envolvendo o Banco Master e investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social. A proposta prevê que a proteção atualmente destinada ao magistrado seja estendida também à esposa e aos filhos.

A consulta foi feita pela Polícia Judicial diretamente ao gabinete do ministro para avaliar a necessidade e a viabilidade da medida. Atualmente, o esquema de segurança é voltado apenas ao próprio Mendonça, assim como ocorre com os demais integrantes da Corte. A ideia discutida internamente prevê que agentes passem a acompanhar os deslocamentos da família do magistrado, oferecendo proteção integral.

De acordo com auxiliares ouvidos nos bastidores, Mendonça tende a concordar com o reforço da segurança caso a medida seja considerada viável pelas autoridades responsáveis pelo planejamento do esquema de proteção.

Em algumas ocasiões, o próprio ministro já passou a adotar medidas adicionais de segurança. Segundo pessoas próximas, Mendonça tem utilizado colete à prova de balas em determinadas situações, especialmente quando realiza pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.

A avaliação de reforçar a segurança ocorre em meio ao contexto das investigações conduzidas no Supremo envolvendo casos de grande repercussão nacional. Mendonça é responsável pela relatoria de processos relacionados ao Banco Master e ao esquema de fraudes no INSS, investigações que mobilizam autoridades do Judiciário, do Congresso e de órgãos de controle.

No caso envolvendo o Banco Master, uma decisão do ministro que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro descreveu a atuação de uma “organização criminosa” que funcionaria como uma “milícia privada”.

Segundo investigações da Polícia Federal mencionadas no processo, o grupo investigado — apelidado de “A Turma” — teria utilizado práticas de monitoramento ilegal e ameaças contra autoridades públicas, jornalistas e adversários. Interceptações obtidas pelos investigadores também indicariam a existência de ordens para agressões físicas contra críticos do grupo.

Diante desse cenário e do perfil da organização investigada, que teria buscado interferir nas apurações, a Polícia Judicial avaliou que seria necessário reforçar a proteção ao relator e aos seus familiares mais próximos. A ampliação do esquema de segurança foi considerada urgente como forma de reduzir riscos decorrentes do avanço das investigações.

O ministro Mendonça assumiu a relatoria das investigações relacionadas às fraudes no INSS após redistribuição no Supremo, passando a conduzir apurações que investigam descontos associativos considerados irregulares em benefícios previdenciários. O prejuízo estimado nessas investigações é de cerca de R$ 6,3 bilhões, segundo dados das apurações.

Até o momento, a discussão sobre ampliar a segurança permanece em avaliação dentro da estrutura do Supremo Tribunal Federal. A proposta envolve aspectos logísticos e operacionais e depende da análise de viabilidade por parte das autoridades responsáveis pela proteção institucional da Corte.

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Gazeta de Varginha

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