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Preço do petróleo dispara após bloqueio no Estreito de Ormuz e guerra no Golfo

  • 16 de mar.
  • 3 min de leitura
Preço do petróleo dispara após bloqueio no Estreito de Ormuz e guerra no Golfo
Divulgação
Escalada do conflito no Oriente Médio e bloqueio de rota estratégica de petróleo aumentam a volatilidade nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent, referência para o mercado europeu, registrou alta superior a 2% na manhã desta segunda-feira (16) e passou a ser negociado acima de US$ 105 por barril, refletindo a instabilidade no mercado internacional de energia. A valorização ocorre em meio à crescente tensão geopolítica no Oriente Médio, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Na abertura do mercado, o Brent chegou a ultrapassar os US$ 106 por barril, mas posteriormente moderou a alta, mantendo-se na faixa dos US$ 105 antes da abertura das bolsas europeias. A volatilidade do mercado tem sido impulsionada pelas incertezas em relação à duração do conflito e aos impactos na produção e no transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou avanço, com alta de 1,7%, sendo negociado a cerca de US$ 98,57 por barril. Apesar disso, ao longo do dia o indicador apresentou recuo, chegando a operar em queda de 0,86%, cotado a aproximadamente US$ 96 por barril.

O cenário de tensão se intensificou após o bloqueio do Estreito de Ormuz por forças militares iranianas. A medida foi adotada como resposta à ofensiva militar lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. A via marítima é considerada estratégica para o comércio internacional de energia, já que por ela passa cerca de um quinto de todo o petróleo transportado por mar no mundo, além de grandes volumes de gás natural liquefeito e fertilizantes.

Diante da situação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) poderá enfrentar um “futuro muito mau” caso os aliados não colaborem para garantir a reabertura da rota marítima. Em entrevista ao jornal Financial Times, o presidente destacou que países como China e nações europeias dependem fortemente do petróleo que passa pela região.

A instabilidade também levou a Agência Internacional de Energia (AIE) a anunciar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, a maior operação desse tipo já realizada pela entidade. O objetivo é tentar aliviar a pressão sobre os preços globais da commodity. Dentro desse volume, os Estados Unidos devem disponibilizar 172 milhões de barris, sendo que os primeiros 86 milhões devem começar a chegar ao mercado ainda nesta semana.

Mesmo com a liberação das reservas, o mercado permanece sob forte pressão. Ataques recentes a navios petroleiros no Estreito de Ormuz e a interrupção do tráfego de cargas ampliaram as preocupações com o abastecimento global de petróleo. Segundo a empresa de pesquisa energética Rystad Energy, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos pouco mais de uma semana após o fechamento da rota marítima.

Embora alguns navios-tanque tenham conseguido atravessar a região, a incerteza continua elevada. Caso o conflito prolongue as interrupções na produção e no transporte de petróleo no Golfo Pérsico, especialistas alertam que o impacto pode se refletir diretamente no aumento da inflação global.

Esse cenário também complica a atuação do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que enfrenta dificuldades adicionais para reduzir as taxas de juros e estimular a economia. A expectativa do mercado é que a autoridade monetária mantenha as taxas inalteradas na reunião de política monetária desta semana.

Dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos indicam que a inflação ao consumidor subiu 2,8% em janeiro na comparação anual. Já a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, avançou 3,1%, registrando o maior aumento em quase dois anos.

Apesar da pressão inflacionária, os gastos dos consumidores norte-americanos cresceram 0,4% em janeiro, no mesmo ritmo de aumento da renda. Ainda assim, a confiança do consumidor apresentou leve queda, atingindo o menor nível do ano, segundo levantamento da Universidade de Michigan, influenciada principalmente pelo aumento do preço da gasolina desde o início do conflito com o Irã.

Outro indicador divulgado recentemente apontou que a economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de apenas 0,7% no trimestre entre outubro e dezembro, uma revisão para baixo em relação à estimativa inicial. O desempenho mais fraco foi atribuído, em parte, aos impactos da paralisação do governo federal que ocorreu no período.
Fonte: Informações AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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