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Preços dos ovos têm menor cotação em 2 anos no mercado doméstico e gripe aviária impulsiona exportações

Os preços dos ovos anos registraram novas quedas no início de janeiro de 2024 e atingiram menor cotação em dois anos no mercado doméstico, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), divulgado na segunda-feira (15). Por outro lado, o cenário das exportações, porém, é impulsionado.
No mercado doméstico, são os menores preços desde janeiro de 2022, e segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de baixa é resultado da maior oferta do produto internamente e do enfraquecimento das vendas.
A variação negativa alcança 3,26% entre os valores dos ovos vermelhos e 1,14% entre os preços dos ovos brancos nas regiões acompanhadas pelo Cepea no último dia 12 de janeiro.
Gripe aviária
e exportações
Quanto às exportações, os embarques brasileiros de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 25,4 mil toneladas no ano passado.
O aumento nas embarcações do alimento é resultado dos impactos causados pela grive aviária, conforme aponta o Cepea.
"A quantidade é quase três vezes maior que o total escoado em 2022 e a mais alta em onze anos, segundo dados da Secex. Esse aumento das vendas externas é reflexo principalmente dos casos de Influenza Aviária que atingiram plantéis comerciais de diversos países, fazendo com que parte da demanda internacional fosse redirecionada para o Brasil", aponta o instituto de pesquisa.
Altas temperaturas
e baixa nos preços
A onda de calor, registrada nos últimos dias de inverno em todo estado de São Paulo e grande parte do Brasil, impactou diretamente a produção e a venda de ovos na maioria da praças acompanhadas pelo Cepea em setembro de 2023. O estresse térmico levou à morte de galinhas.
Em Bastos (SP), no interior de SP, produtores consultados pelo instituto relataram a morte até 400 galinhas por dia no período, segundo o Cepea.
Por que o preço do ovo caiu em 2023?
A combinação do clima extremamente quente, com temperaturas máximas de 40ºC entre os dias 23 e 28 de setembro, e mercado mais lento devido à procura enfraquecida comum neste período e oferta abundante, fizeram os preços, que já vinham em movimento de queda, recuarem em até quase 8% dentro do mês.
Alimento perecível
Por ser um alimento perecível, os produtores resolveram dar mais descontos para poder escoar os estoques. Em 14 de setembro, o preço dos ovos comerciais na caixa com 30 dúzias era de R$ 145, segundo cotação do Cepea. No último dia 28, o valor chegou a R$ 134, uma redução de 7,6%.
"A forte onda de calor que atinge grande parte do Brasil e a oferta abundante levaram muitos produtores a intensificarem os descontos para escoar o produto, visto que altas temperaturas reduzem a vida útil dos ovos", explicou a analista do Cepea para o setor, Juliana Ferraz.
Conforme avicultores consultados, o mercado esteve bastante lento nos últimos dias, o que também acabou elevando os estoques. "Já do lado comprador, os agentes fizeram pressão sobre os valores da proteína, baseados nos menores tamanho e vida útil do produto", acrescentou.
Tendência
De acordo com a especialista, a perspectiva é de melhora no cenário do mercado de ovos para os primeiros dias de outubro. A relação oferta e demanda também deverá ser diferente.
"Pode até ter uma alta no início de outubro, que é quando a procura tende a crescer. A grande massa da população recebe no início de mês, então pode haver esse movimento de melhora. Alguns produtores relataram que perderam a água", pontuou.
A mortalidade aumentou nesse período para alguns produtores. "Alguns deles, principalmente na região de Bastos, perderam cerca de 400 galinhas por dia", exemplificou.
Juliana ressalta que nem todos os produtores consultados pelo Cepea são impactados pela onda de calor. "Muitos têm galpões climatizados", ponderou.
Queda atípica
no inverno
O valor comercial dos ovos, que já registrava movimento de queda, continuou em recuo no último trimestre, mesmo no inverno. Os preços registraram baixa de até 23,5% entre junho e agosto. As ondas de calor costumam afetar mais produção no verão. O cenário de altas temperaturas que provocam estresse térmico que faz com que as aves se alimentem menos e botem ovos menores, impactando na escolha do produto.
Fonte: G1

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