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Prefeito pode perder cargo após denúncia de uso indevido de recursos públicos

  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura
Prefeito pode perder cargo após denúncia de uso indevido de recursos públicos
Divulgação
MPMG acusa prefeito de Carmo do Rio Claro por uso de evento público para autopromoção política.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Carmo do Rio Claro, no Sul do estado. A acusação aponta uso indevido de recursos e bens públicos para promoção pessoal durante festividades municipais realizadas em 2024.

Na ação, o MPMG solicita, entre outras sanções, a perda do cargo público e o pagamento de pelo menos R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Segundo o órgão, embora o evento tenha sido apresentado como iniciativa voltada à valorização da cultura local e estímulo à economia, a estrutura foi utilizada para manifestações político-ideológicas e promoção do gestor.

As investigações indicam que apresentações artísticas foram interrompidas para discursos que não tinham relação com a finalidade da festa. Além disso, houve uso do palco, sistema de som e equipamentos audiovisuais — custeados com recursos públicos — para exibição de conteúdos de cunho político-partidário.

De acordo com a ação, vídeos e faixas com mensagens ideológicas foram apresentados ao público, juntamente com discursos que incluíam críticas a instituições e agentes públicos, além de manifestações consideradas polarizadoras. O material teria sido previamente preparado e repassado a servidores e operadores responsáveis pela execução técnica do evento, com orientação para exibição em momentos estratégicos.

Para o promotor de Justiça Cristiano Cassiolato, houve desvio de finalidade no uso da estrutura pública, ferindo princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. O MPMG sustenta que a conduta configura improbidade tanto por possível enriquecimento ilícito — ao utilizar bens públicos em benefício próprio — quanto por violação aos princípios da administração pública.

Ainda conforme a ação, os fatos teriam causado dano moral coletivo ao atingir valores fundamentais, como o pluralismo político e a neutralidade do poder público em eventos destinados à população em geral.

O evento investigado, que celebrou o aniversário do município, teve custo aproximado de R$ 1,6 milhão e reuniu grande público, o que, segundo o MPMG, agrava a utilização do espaço para manifestações de caráter político-partidário.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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