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Pressão de Alcolumbre, articulações políticas e caso Master contribuíram para derrota de Lula e Messias no Senado

  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado já vinha sendo sinalizada nos bastidores, segundo aliados que atuaram em sua indicação. Relatos apontam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria afirmado desde a véspera que a indicação seria derrotada, o que se confirmou na noite de quarta-feira (29).

Nos bastidores, senadores chegaram a relatar a um ministro do STF que gostariam de votar a favor de Messias, mas não estavam sendo liberados por Alcolumbre. Esse cenário reforçou a avaliação de que o controle político da votação esteve diretamente nas mãos do presidente do Senado.

Fontes ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuíram o resultado a uma combinação de fatores. Entre eles estão traições de última hora, frustração com votos considerados certos e a disputa política-eleitoral em andamento dentro do Senado.

Nesse contexto, o grupo do senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo PL, foi considerado peça-chave. A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo, estratégia que acabou sendo bem-sucedida.

Outro fator mencionado foi a atuação pessoal de Alcolumbre, que teria contado com apoio de ministros do próprio STF que não desejavam a indicação de Messias, entre eles Alexandre de Moraes. Além disso, pesou o cálculo individual de senadores, influenciado pela expectativa de futuras indicações à Corte.

Mesmo após a derrota, aliados de Lula afirmam que o presidente não deve ceder a esse tipo de pressão ao escolher um novo nome para o Supremo. A decisão, segundo essas fontes, não deve ser influenciada pelo resultado da votação no Senado.

Por fim, fontes do STF indicaram que a expectativa sobre delações relacionadas ao caso do Banco Master também foi considerada um elemento adicional. O possível envolvimento de nomes do Centrão foi interpretado como mais um sinal de descontentamento com o governo.

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Gazeta de Varginha

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