Prevenir lesões na corrida exige mais do que fortalecer músculos, aponta estudo
- 7 de jul. de 2025
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A corrida é uma das atividades físicas mais populares e acessíveis no mundo, mas também apresenta um dos maiores índices de lesões musculoesqueléticas, afetando entre 40% e 45% dos praticantes, segundo uma revisão publicada por Kakouris et al. (2021).
Por isso, a prevenção de lesões deve ser estratégica e vai muito além do fortalecimento muscular ou da escolha do tênis certo. Envolve compreender os limites do corpo, os fatores psicológicos e o contexto social em que o corredor está inserido.
Um dos principais pilares para evitar lesões é o aumento gradual e inteligente do volume e da intensidade dos treinos. Exceder o que o corpo suporta leva a sobrecarga nas articulações, tendões e músculos, gerando problemas como fasciite plantar, tendinite patelar e síndrome da banda iliotibial.
Segundo uma revisão de Linton, Culpan & Lane (2025), práticas eficazes incluem:
Progressão gradual nos treinos;
Exercícios de fortalecimento funcional;
Adaptação da técnica e da cadência de corrida;
Acompanhamento profissional individualizado.
Os fatores psicológicos também têm grande impacto. Um estudo no BMJ Open Sport & Exercise Medicine (Besomi et al., 2025) mostrou que a motivação excessiva, pressão de redes sociais, treinadores ou grupos, e identidade ligada ao desempenho levam muitos atletas a ignorar sinais de dor e agravar lesões.
Especialistas defendem uma abordagem com monitoramento contínuo, que inclui:
Autoavaliação de cargas semanais;
Controle de sono, estresse e fadiga;
Feedbacks constantes sobre rendimento e recuperação.








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