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Produção de etanol cresce 18% em Minas; veja qual previsão para queda do preço


A produção de etanol hidratado cresceu quase 18% em Minas Gerais nos dois primeiros meses da safra 2024/2025 da cana-de-açúcar. Dados da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig Bioenergia) apontam que 422 mil m³ foram produzidos entre 1º de abril e 30 de maio. Apesar do aumento na produtividade neste início de safra, o motorista não deve observar uma redução no preço para abastecimento de imediato.

Em Belo Horizonte e região metropolitana, conforme pesquisa divulgada em 10 de junho pelo Mercado Mineiro, o preço médio pago pelos motoristas no biocombustível é de R$ 4,18. Mesmo com valor mais alto no abastecimento desde maio, o presidente da Siamig, Mário Campos, frisa que o preço pago ao produtor hoje é baixo. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, calculou que ao final de maio esta cifra era de R$ 2,33.

“Os preços ao consumidor dependem do preço que o etanol sai da usina, dos impostos, das margens das distribuidoras de combustíveis, das margens dos pós-revendedores e do custo da logística para esse produto chegar até o posto de combustível e fazer o abastecimento dos veículos.

Portanto, a gente não tem como prever as dinâmicas”, destaca Campos. Na Grande BH, ele relata, os preços estão mais altos do que os praticados no Triângulo Mineiro, região que concentra a maior produção do biocombustível em Minas.

“E claro que isso impacta o próprio cálculo do imposto, então, de fato, a gente não tem como prever, porque não sabemos a dinâmica que os outros agentes que vão formar o preço do produto final possam ter durante os meses subsequentes e as suas dinâmicas relacionadas às margens e aos custos do processo”, complementa Mário. Neste ano, inclusive, o presidente da Siamig destaca que, no etanol, há um movimento de recuperação do mercado que havia se perdido nos últimos anos, com a venda para o mercado interno.

Questionado sobre o preço do etanol vendido nos postos, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) diz que o biocombustível está cada vez mais competitivo em comparação com a gasolina, resultando em um aumento de vendas - se a demanda é grande, a tendência do preço de um produto é subir.

“De acordo com dados da ANP, a alta na comercialização entre janeiro e abril deste ano em comparação com o ano passado é de 8,7%. O Minaspetro espera que a safra mineira continue produtiva e com preços atrativos para que o combustível seja cada vez mais competitivo e se mostre como uma opção viável ao motorista na hora da decisão de qual produto abastecer”, destaca o sindicato em nota.

Cana-de-açúcar
No panorama geral, o início safra da cana-de-açúcar é positivo e registrou uma alta de 16,4% em abril e maio, se comparado ao mesmo período do ano passado.
O estado já contabiliza a moagem de 18,8 milhões de toneladas em apenas dois meses. A previsão para a safra atual, inclusive, é superar o recorde de 80 milhões de toneladas de cana moídas no período de 2023/2024.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o valor deve subir para 83,2 milhões de toneladas. “A gente vê que a safra está bem adiantada e sobre uma safra que foi recorde no ano passado. A gente tem hoje, para a produção de açúcar e etanol, uma cana de açúcar que está apresentando essa moagem mais acelerada, com um pouco menos de qualidade, ou seja, a gente está fazendo menos açúcar e etanol por tonelada de cana, mas são números razoáveis frente ao histórico”, explica Mário Campos.

Assim como em outras culturas, o clima seco também preocupa, já que apesar de contribuir para acelerar a moagem, pode impactar a produtividade da cana-de-açúcar que será colhida nos próximos meses. Até o final de maio, a produção de açúcar no estado alcançou 1,10 milhão de toneladas, representando um aumento de 14,5% em comparação com o período passado.

Setor sucrolcooleiro em alta
No país, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o complexo sucroalcooleiro elevou as exportações em 15,3% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês em 2023. As vendas ao exterior somaram US$ 1,43 bilhão, com grande interferência do açúcar para alavancar o desempenho.

“Vale ressaltar que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma produção 46,3 milhões de toneladas de açúcar para a safra 2024/2025, maior volume de produção de açúcar em toda a série histórica.
Com essa produção recorde, o Brasil exportou 2,81 milhões de toneladas em maio (+16,7%)”, informa o Mapa em nota.
Fonte: O Tempo

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