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Projeto de MG reúne 240 psicólogos para atender pessoas impactadas pelas chuvas no RS


A vontade de ajudar os moradores atingidos pelas enchentes do rio Guaíba, no Rio Grande do Sul, tem mobilizado voluntários não apenas no local da tragédia, mas também pessoas que são capazes de fazer a diferença mesmo estando à distância. Em Minas Gerais, o projeto SOS Transformacional Rio Grande do Sul conseguiu reunir mais de 240 psicólogos de todo o Brasil para prestar atendimento gratuito às vítimas, por videochamada ou telefonema.

A iniciativa é do psicólogo Romanni Souza, CEO do Instituto Romanni, uma plataforma digital sediada em Patos de Minas que reúne psicólogos de todas as partes do país e oferece atendimento remoto aos pacientes. Segundo ele, a ideia surgiu quando alguns profissionais atingidos pela tragédia expressaram sua vontade de ajudar.

“Fiquei muito tocado quando terapeutas do Rio Grande do Sul, que perderam suas casas ou tiveram suas vidas devastadas, me apontaram o desejo de prestar atendimento a outras vítimas da tragédia. Decidi estruturar o projeto e angariar outros voluntários, que passaram por um treinamento específico”, explica.

Os atendimentos começaram há cerca de duas semanas e, segundo ele, mais de 100 pessoas já foram beneficiadas. “O principal desafio neste início é fazer a informação chegar a quem precisa. Estimamos que os efeitos das enchentes são sentidos por quase 20% da população do estado", afirma.

Em boletim divulgado na terça-feira (21), a Defesa Civil do estado informou que chegou a 161 o número de mortos e 85 pessoas estão desaparecidas. Foram mais de 2 milhões de pessoas atingidas e cerca de 580 mil estão desalojadas.

As inscrições para receber o apoio psicológico são feitas por meio de um formulário online e o atendimento é exclusivo para quem é do Rio Grande do Sul ou more no estado. Para Romanni, além das doações de alimentos, roupas e dinheiro, o apoio emocional e psicológico também é essencial para que as vítimas reconstruam suas vidas.

"É muito comum que os atingidos fiquem revivendo aquela situação dentro da mente e não consigam encontrar uma luz no fim do túnel. Se a pessoa não estiver bem psicologicamente fica mais difícil recomeçar, mesmo com apoio financeiro", aponta o especialista.

Além dos atingidos pela catástrofe, o projeto também oferece apoio aos profissionais e voluntários que estão atuando na linha de frente - como policiais, bombeiros, médicos e enfermeiros.

"Muitas vezes, eles se esquecem de cuidar de si e se submetem a longas jornadas, o que pode causar uma estafa ou Síndrome de Burnout (quando há esgotamento físico e psicológico causado por excesso de trabalho). Os profissionais também podem desenvolver estresse pós-traumático ao lidarem diariamente com as situações dramáticas vividas pelos moradores", diz.

Romanni informa ainda que os atendimentos são feitos conforme a demanda de cada pessoa, podendo ocorrer diariamente, e a expectativa é de que o projeto se estenda até o fim do ano. "Garantimos sigilo absoluto para que o indivíduo se sinta à vontade para compartilhar suas experiências e emoções. É uma forma de fazermos a diferença nesse momento tão delicado", garante.
Fonte: O Tempo

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