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Reaproveitamento e uso da madeira de reflorestamento viram oportunidade de negócio para artesãos


Crédito Paulo Márcio


Sobras de madeira e matéria-prima de reflorestamento se transformam em artesanato pelas mãos de artesãos de duas cidades do Sul de Minas. Eles estão entre os 24 mineiros vencedores da 5ª edição do Prêmio Sebrae de Artesanato, reconhecimento dado às 100 melhores unidades produtivas do país. De 6 a 10 de dezembro, as peças premiadas serão expostas e comercializadas no espaço do Sebrae Minas, durante a 34ª Feira Nacional de Artesanato (FNA), realizada no Expominas, em Belo Horizonte.

Entre os expositores do estande “Sebrae TOP 100 de Artesanato” está o artesão Marcelo Simões Barbosa, do município de Soledade de Minas. Há mais de 20 anos, Barbosa fez do artesanato sua principal fonte de renda. Entre os diferenciais do trabalho feito pelo artesão está o cuidado em priorizar a sustentabilidade em todo o processo produtivo.

Assim, as sobras que encontra nas madeireiras ou que recebe como doação são moldadas para compor os detalhes de porta-velas e relógios rústicos feitos com a matéria-prima. O material inutilizado do processo de criação é ensacado e usado como combustível para acender o fogão à lenha, e até a serragem ganha utilidade ao ser misturada a outros insumos agrícolas e transformada em adubo.

“O que iria para o lixo uso para a criação das peças. Aproveito 100% do material, cada pedacinho importa. A reutilização de matérias primas, como a madeira, não apenas destaca a criatividade, mas também serve como lembrete que podemos conciliar o artesanato com a responsabilidade ambiental. O resultado é um produto bonito, sustentável e com alto valor agregado”, justifica Barbosa, que vende as peças em uma loja na cidade, e também em feiras e exposições, apoiado pelo Sebrae Minas.

Outro vencedor da premiação e que está no espaço “Sebrae TOP 100 de Artesanato” será o artesão Osvaldo Inácio de Souza, da cidade de Três Corações. Criado em uma fazenda, o artesão, há mais de três décadas, tem transformado seu amor pelos animais em esculturas de madeira.

Com um canivete na mão, Souza usa a madeira japonesa da espécie conhecida como kiri – que possui entre outras qualidades o plantio para a recuperação de solos improdutivos – para dar forma a carros de bois, cavalos e quase todas as espécies de equinos, esculpidas uma a uma.

A atenção aos detalhes impressiona, tanto que as miniaturas do artesão mineiro têm chamado atenção de clientes mundo afora. Isso porque Souza utiliza as redes sociais para mostrar todo o processo produtivo das peças artesanais. “Os consumidores não compram apenas o produto, eles querem saber de onde vem a matéria prima, como é produzida e toda história por trás de cada peça. São produtos únicos, nenhum sai do mesmo jeito que o outro. Além disso, com a ajuda da internet, tenho conseguido divulgar e vender meu trabalho não apenas no Brasil, mas em outros países”, conta o artesão.

Outros espaços
Este ano, a Feira Nacional de Artesanato terá cerca de 700 estandes com apresentação de produtos nacionais e de representantes de outros países.
Além do estande “Sebrae TOP 100 de Artesanato” – que também tem o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, por meio da Diretoria de Artesanato -, o Sebrae Minas vai apoiar outros 40 artesãos de 34 municípios mineiros, no espaço “Vitrine Conceito Origem Minas”.

O ambiente de 375 m2, projetado pela arquiteta Cynthia Silva, proporciona experiências que expressam o jeito mineiro de ser e valorizar os costumes, valores e origens. Entre os produtos que estarão no espaço estão: divinos esculpidos na madeira, biojoias inspiradas no Cerrado Mineiro, carrancas, quadros decorativos, acessórios femininos feitos com capim dourado, utilitários domésticos e joias de prata com gemas lapidadas.

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