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Reunião do PT debate eleição em São Paulo e registra pressão por definição de Haddad e divergências sobre federação

  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Lideranças históricas, dirigentes, deputados estaduais e federais do Partido dos Trabalhadores (PT) reuniram-se na segunda-feira (23/02/2026) na sede da legenda em São Paulo para iniciar de forma oficial o debate sobre a eleição estadual em 2026, segundo relatos apurados pela CNN Brasil.

O encontro, que envolveu membros importantes da sigla, foi marcado por pressões para que os diretórios nacional e estadual do PT organizem o palanque local até meados de março de 2026, em um esforço para avançar o processo de definição de candidaturas no estado mais populoso do país.

No centro das discussões, os petistas convergiram na avaliação de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é considerado o nome mais competitivo para disputar o Palácio dos Bandeirantes — sede do governo paulista — e houve cobrança para que ele decida em breve se aceita ou não essa missão eleitoral.

Como alternativa ao nome de Haddad para governador, o grupo presente no encontro apresentou um “plano B”, com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), como opção em caso de recuo ou impossibilidade de Haddad concorrer ao cargo no estado.

Durante o debate, petistas também solicitaram uma participação mais ativa de ministros e presidentes de autarquias que tenham vínculos com o estado de São Paulo, mencionando, por exemplo, nomes como Aloizio Mercadante, que atua no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Alexandre Padilha, titular do Ministério da Saúde à época da reunião. Essas cobranças tinham como objetivo fortalecer a articulação local da campanha e ampliar engajamento institucional no estado.

No mesmo encontro, o ex-ministro José Dirceu defendeu que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), permaneça como companheiro de chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após alguns participantes terem sugerido que Alckmin poderia concorrer ao governo paulista.

Outra linha de debate relevante na reunião foi a **divergência entre integrantes da sigla sobre a formação de uma federação eleitoral com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Uma parcela de petistas mostrou resistência à proposta, destacando barreiras internas semelhantes às existentes dentro da própria legenda de Boulos, líder do PSOL, ainda que a ideia tenha simpatia do presidente Lula.

Os participantes também expressaram preocupação com a composição da chapa de candidatos a deputados federais e estaduais, apontando possíveis lacunas em decorrência da saída de ministros que acompanharão Lula em campanha nacional, como Luiz Marinho, então ministro do Trabalho.

O debate interno refletem tensões e avaliações estratégicas dentro do PT na etapa de preparação para as eleições de 2026, em um contexto político mais amplo de articulações partidárias e debates sobre alianças no campo progressista.

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Gazeta de Varginha

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