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Santander é multado em mais de R$ 10 milhões por práticas abusivas contra aposentados em MG

  • 11 de abr.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A aplicação da multa pelo Procon-MPMG evidencia a atuação dos órgãos de defesa do consumidor no combate a práticas que comprometem a transparência e o equilíbrio nas relações de consumo, especialmente no setor financeiro. A investigação apontou um conjunto de condutas que, somadas, demonstram falhas estruturais na forma como os serviços eram ofertados e formalizados.
A liberação de crédito sem solicitação prévia, por exemplo, foi considerada uma das infrações mais relevantes, por expor consumidores a obrigações financeiras sem consentimento. Essa prática, além de contrariar princípios básicos do direito do consumidor, pode gerar consequências diretas no orçamento familiar, sobretudo quando associada a cobranças automáticas.
No caso da margem consignável, o uso sem autorização compromete não apenas a renda disponível, mas também limita a capacidade futura de contratação de crédito regular. Esse cenário pode levar o consumidor a um ciclo de restrições financeiras, dificultando o controle sobre sua própria situação econômica.
A omissão de informações contratuais também foi destacada como fator agravante. Sem acesso claro às condições das operações, os consumidores ficam impedidos de avaliar os impactos reais do serviço contratado, o que compromete o direito à informação adequada e à escolha consciente.
No que se refere ao “telesaque”, o entendimento do Procon-MPMG é de que a prática induzia o consumidor ao erro ao não apresentar de forma transparente a natureza da operação. Ao tratar o crédito como um simples depósito, a instituição deixava de esclarecer a incidência de juros e a vinculação ao cartão consignado, o que resultava em encargos prolongados e de difícil percepção. A responsabilização solidária atribuída ao grupo econômico reforça o entendimento de que, após a incorporação das instituições envolvidas, o Santander passou a responder integralmente pelas práticas adotadas anteriormente. Esse ponto amplia o alcance da decisão e assegura que todas as operações investigadas sejam consideradas no processo.
Outro aspecto relevante é o impacto social das irregularidades. Ao atingir principalmente aposentados e pensionistas, as práticas descritas incidem sobre um público que depende diretamente de rendimentos fixos e, muitas vezes, limitados. A identificação tardia dos descontos agrava a situação, já que reduz a margem de reação e dificulta a adoção de medidas imediatas por parte dos consumidores.
A decisão administrativa, embora já estabeleça a penalidade, ainda pode ser contestada pela instituição financeira. O direito ao recurso mantém o processo em andamento, podendo gerar novos desdobramentos dentro da esfera administrativa, conforme previsto na legislação vigente.

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Gazeta de Varginha

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