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Setor do tabaco alerta para prejuízo milionário caso tarifas dos EUA sejam mantidas

  • 27 de jul.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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As entidades que representam a indústria do tabaco no Brasil estimam que o setor poderá perder cerca de US$ 100 milhões em exportações caso os Estados Unidos mantenham o tabaco fora da lista de produtos isentos da tarifa adicional aplicada sobre itens brasileiros. A avaliação foi apresentada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e pela Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) em documento encaminhado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na carta, as entidades solicitam que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco entre os produtos contemplados com a isenção da sobretaxa. Segundo o setor, os Estados Unidos foram historicamente o terceiro principal destino das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por aproximadamente 9% dos embarques. Em 2025, essa participação caiu para 6%, período em que o produto já enfrentava tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Dados do MDIC e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), citados pelas entidades, mostram que as exportações brasileiras de tabaco para os Estados Unidos somaram US$ 195,3 milhões em 2025, uma queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques alcançaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com o documento, a manutenção da tarifa pode levar importadores norte-americanos a substituir o tabaco brasileiro por produtos de outros países, especialmente de produtores africanos, como Zimbábue e Malaui. As entidades afirmam que a medida pode reduzir a demanda pela produção nacional, principalmente da variedade Burley, que tem os Estados Unidos entre seus principais mercados consumidores.

O setor avalia que a exclusão do tabaco da lista de exceções pode comprometer a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliar as dificuldades enfrentadas pelos exportadores diante das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

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