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‘Sincretismos’: Exposição celebra coexistência religiosa e resistência cultural no Novembro Negro

  • gazetadevarginhasi
  • 18 de nov.
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
A exposição “Sincretismos”, em cartaz durante todo o mês de novembro no Museu de Cultura Popular, no Fórum da Cultura da UFJF, propõe um olhar sensível sobre a convivência entre diferentes crenças. Em celebração ao Novembro Negro, a mostra aproxima santos e orixás, destacando como elementos religiosos se sobrepõem, dialogam e resistem ao longo da história.
O sincretismo religioso surgiu como estratégia de sobrevivência cultural dos povos escravizados, impedidos de cultuar seus orixás. Para preservar suas tradições, muitos passaram a associar divindades africanas a imagens cristãs — como Oxóssi a São Sebastião e Ogum a São Jorge. Apesar das aproximações simbólicas, cada entidade mantém sua identidade e pertencimento religioso.
A mostra busca criar um ambiente de encontro entre essas tradições, reforçando o museu como espaço de liberdade cultural e contemplação da espiritualidade. São 35 peças, produzidas principalmente em gesso e cerâmica policromada por artesãos de cidades como Juiz de Fora (MG), Caruaru (PE), Afonso Arinos (RJ) e Maceió (AL). Cores, texturas e detalhes das esculturas revelam diferentes interpretações estéticas e narrativas de fé.
O título “Sincretismos” dialoga com a antropologia ao evidenciar o fenômeno de intercâmbio cultural, no qual elementos de diferentes origens se combinam e se transformam com o tempo.
Mitologia Iorubá
A mitologia Iorubá, base de religiões como o Candomblé e a Santería, valoriza a vida em comunidade, a relação harmônica entre seres humanos e a natureza e a força da ancestralidade. Originária da África Ocidental — especialmente da Nigéria —, reúne mais de 400 orixás e destaca a importância da continuidade da vida, simbolizada pela figura feminina.
Novembro Negro
O mês de novembro marca a Consciência Negra, período dedicado à reflexão sobre a luta contra o racismo, à celebração da cultura afro-brasileira e ao reconhecimento da importância da população negra na construção da sociedade.

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Gazeta de Varginha

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