Sob aplausos, últimos jovens assassinados em Santa Catarina são enterrados no Sul de Minas
6 de jan.
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fonte: o tempo
Foram enterrados na manhã desta terça-feira (6), em Guaranésia, no Sul de Minas Gerais, os corpos de Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, dois dos quatro jovens assassinados em Santa Catarina no fim de 2025. Naturais e criados na cidade mineira, os dois eram amigos e vizinhos. Os corpos chegaram ao município durante a madrugada.
O sepultamento foi marcado por forte comoção. Amigos e familiares prestaram as últimas homenagens sob aplausos, com balões brancos e camisetas estampadas com o rosto dos jovens. Vídeos do momento da despedida circularam nas redes sociais.
Na segunda-feira (5), foram sepultados em Guaxupé, também no Sul de Minas, os corpos das outras duas vítimas: Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos. Nesse caso, não houve velório, apenas um cortejo fúnebre.
Emocionada, a administradora Laís Macedo de Almeida, de 24 anos, irmã de Guilherme, destacou as qualidades do jovem. Segundo ela, o irmão era trabalhador, honesto, solidário e sempre disposto a ajudar os amigos. Laís também criticou a falha da justiça humana e afirmou confiar na justiça divina.
Relembre o caso
Os quatro jovens, todos do Sul de Minas, estavam morando em Santa Catarina havia menos de um mês. Dois deles trabalhavam como garçons, e Guilherme começaria em uma empresa de solda no dia 5 de janeiro. Na madrugada do dia 28 de dezembro, câmeras de segurança registraram os amigos saindo de casa. Cerca de uma hora depois, dois retornaram ao imóvel, enquanto outro falava de forma agitada ao telefone. Pouco depois, um dos jovens foi visto entrando no banco traseiro de um carro, e o grupo não foi mais localizado.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que uma das hipóteses investigadas é o envolvimento de integrantes de uma facção criminosa local, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que atua na Região Metropolitana de Florianópolis e seria rival do PCC. O caso segue sob investigação.
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