Técnico da Coreia do Sul sofre ameaças de morte após eliminação na Copa e caso mobiliza polícia
30 de jun.
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A eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma crise que extrapolou o campo esportivo e passou a envolver as autoridades policiais do país. O técnico sul-coreano Hong Myung-bo tornou-se alvo de ameaças de morte nas redes sociais e também está no centro de uma investigação relacionada ao processo que levou à sua contratação para comandar a seleção nacional.
A situação ganhou maior gravidade após a circulação, em uma comunidade online, de uma mensagem afirmando: "Assumirei a responsabilidade e matarei Hong Myung-bo". Segundo a imprensa local, o autor da publicação declarou ser um cidadão norte-americano de 41 anos e afirmou que pretendia atacar o treinador no momento de sua chegada ao país, no Aeroporto Internacional de Incheon.
Diante da ameaça, as autoridades sul-coreanas montaram um amplo esquema de segurança para acompanhar o desembarque da delegação. Mais de 100 policiais foram mobilizados para atuar em diferentes pontos do aeroporto, com o objetivo de prevenir tumultos, manifestações e qualquer tentativa de agressão ao ex-comandante da seleção.
Como medida adicional de segurança, a federação sul-coreana decidiu separar o retorno do treinador do restante da equipe. Hong Myung-bo viajou em um voo diferente, acompanhado apenas de um pequeno grupo de jogadores, reduzindo sua exposição durante a chegada ao país.
Paralelamente às ameaças, a polícia da Coreia do Sul também investiga possíveis irregularidades no processo de escolha do treinador para assumir a seleção em 2024. De acordo com a Agência de Polícia Metropolitana de Seul, oito denúncias relacionadas à nomeação estão sendo analisadas pelas autoridades. As apurações envolvem, entre outros nomes, o presidente da Associação Coreana de Futebol, Chung Mong-gyu, e o diretor técnico da entidade, Lee Lim-saeng.
Neste ano, o Tribunal Administrativo de Seul concluiu que o procedimento adotado pela associação para selecionar Hong Myung-bo como principal candidato ao cargo foi conduzido de forma ilegal. A entidade, no entanto, recorreu da decisão e tenta reverter o entendimento judicial.
A pressão sobre o treinador aumentou após a campanha decepcionante da Coreia do Sul no Mundial. A seleção terminou a fase de grupos na terceira colocação de sua chave, com apenas uma vitória em três partidas, e acabou eliminada precocemente da competição. Depois da queda, Hong Myung-bo deixou o comando da equipe em meio às críticas de torcedores, dirigentes e autoridades do país.
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