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Ufla aprova política contra assédio e cria comissão para apurar denúncias

A ideia é oferecer canais seguros e amplos de acolhimento das denúncias, disponibilizando suporte aos alunos e servidores durante todo processo.


Universidade Federal de Lavras — Foto: Divulgação / UFLA
Após aprovar a política contra assédio na Universidade Federal de Lavras (UFLA), uma comissão foi criada no início de março para promover e acompanhar a conduta na prática. O objetivo é apurar as denúncias e dar suporte aos alunos e servidores durante todo processo.

A política reúne normas e procedimentos a serem adotados em caso de assédio moral, assédio sexual, violência étnico-racial, de gênero e sexualidade, e outras formas de preconceito e discriminação; uma situação que diversos alunos relataram ter enfrentado e denunciado na instituição.

“Esse tipo de problema aparece em tudo quanto é instituição, principalmente pelo fato de que muitos professores abusam dessa autoridade que, querendo ou não, eles têm, né? São professores muito renomados, então, mestrado e doutorado, muitas vezes já estão aqui na universidade há anos”, diz Nathan dos Santos Bárbara, estudante de engenharia civil.

"Muitas pessoas vêm de outras cidades, não conhecem ninguém aqui, não tem uma rede de apoio que possa auxiliar a ter coragem de falar. Então, ou elas têm coragem de falar e sair da situação e resolver, acabam ficando expostas como vítima e muitas vezes sendo culpabilizada. Ou elas ficam passando por essa situação caladas e acaba por querer desistir de tudo", afirma a estudante de nutrição, Danúbia Dias.

Como surgiu a política?


O documento surgiu em função da Lei 14.540/2023, que institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e municipal.

Os trabalhos de proposição da minuta começaram em maio de 2023 e foi expandida a proposta para o combate ao assédio moral. A Comissão foi baseada na política implementada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2022.

Cinco meses depois, em outubro, foi realizada a audiência pública destinada a discutir a criação da política na instituição. As pessoas tiveram acesso ao documento e enviaram comentários por meio de plataforma.

As sugestões foram tratadas pela comissão designada pela Reitoria para formular a proposta. Após a consolidação do texto final, ela foi encaminhada ao Conselho Universitário (Cuni) para avaliação e deliberação.

Como funciona?


A ideia é oferecer canais seguros e amplos de acolhimento dessas denúncias, com a promessa de punir as atitudes que são tão nocivas a qualquer tipo de ambiente.

Os danos dos abusos podem levar até a desistência dos estudos.

“Nós vamos tratar institucionalmente desse tema e é importante a gente ressaltar que não é porque a gente não trate até então, é porque ele organiza, ele estrutura e ele coloca para a universidade que nós temos cuidado com esse tema. Mas, na prática, se o estudante ou qualquer pessoa da comunidade sofrer assédio, a porta de entrada das denúncias é a ouvidoria da universidade, que vai acolher essas denúncias por meio da plataforma Fala BR. E essa denúncia obrigatoriamente vai ser encaminhada para nossa Unidade Setorial de Correição, que é a Corregedoria da Universidade. E lá vão ser dados os encaminhamentos”, diz Cínthia Murad, chefe de gabinete da reitoria.

“O assédio, qualquer forma de discriminação, ele não tem só o tratamento da denúncia em si, porque ali a gente tem que pensar que tem uma vítima e essa vítima, ela precisa de acolhimento e a universidade tem que dar conta desse acolhimento. E é isso que a nossa política está muito bem escrito nela e vai ser implementado”, completa Murad.

FONTE:G1

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