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Universidade passa a ter laboratório dedicado a estudar exploração de petróleo em MG


A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) inaugurou recentemente um novo laboratório dedicado à pesquisa sobre petróleo. Esse laboratório, conhecido como Centro Tecnológico para o Pré-Sal Brasileiro (CTPB), abrange uma área de 40 mil metros quadrados e concentra-se no aprimoramento da exploração e na maximização da extração de petróleo da camada do pré-sal.

O professor Marcos Aurélio de Souza, do Instituto de Engenharia Mecânica da Unifei, destacou a importância do laboratório ao explicar que os reservatórios de petróleo do pré-sal têm uma vida útil de até 20 anos, durante os quais sua configuração e a forma como liberam fluidos mudam. Ele enfatizou a necessidade de a indústria se antecipar a essas mudanças e adaptar seus equipamentos para otimizar a produção.

O investimento total no projeto foi de R$ 300 milhões, destinados à infraestrutura e à aquisição de equipamentos de última geração. A iniciativa é uma parceria entre o governo federal e diversas empresas petrolíferas, que escolheram a Unifei para sediar o centro devido à sua expertise e infraestrutura.

O reitor da Unifei, Edson Bortoni, explicou que muitos dos equipamentos testados no laboratório são desenvolvidos pelas próprias empresas, sendo avaliados quanto à sua aplicabilidade nas condições extremas do pré-sal, como alta temperatura, pressão e salinidade. A universidade entra em cena para desenvolver soluções científicas e tecnológicas caso os equipamentos não atendam aos requisitos necessários.

Atualmente, metade do petróleo produzido no Brasil provém do pré-sal, uma camada situada a mais de sete mil metros abaixo do nível do mar. O laboratório conta com equipamentos que simulam essas condições desafiadoras, auxiliando os pesquisadores a compreender melhor como maximizar a extração de petróleo no território brasileiro.

A expectativa é que esse investimento contribua para tornar o Brasil uma referência global na exploração do pré-sal, promovendo não apenas avanços na indústria petrolífera, mas também impulsionando a economia nacional por meio do desenvolvimento de tecnologias e equipamentos voltados para esse setor estratégico.
Fonte: G1

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