Uso frequente de anti-inflamatórios pode causar lesões renais graves, alerta especialista
2 de jul. de 2025
1 min de leitura
O alívio rápido proporcionado por anti-inflamatórios pode esconder um custo alto: a saúde dos seus rins. Apesar de amplamente utilizados para dores comuns como dor de cabeça, nas costas ou inflamações, os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) — como ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco — representam um risco silencioso para o funcionamento renal quando usados com frequência ou sem prescrição médica.
Esses medicamentos agem bloqueando as prostaglandinas, substâncias que causam dor e inflamação. Contudo, essas mesmas prostaglandinas são essenciais para manter o fluxo sanguíneo adequado nos rins. Quando inibidas, especialmente em pacientes com desidratação, diabetes, hipertensão, idade avançada ou doença renal pré-existente, o uso dos AINEs pode provocar lesões agudas e insuficiência renal, que em muitos casos evoluem sem sintomas visíveis.
Estudos comprovam os riscos: uma revisão sistemática com mais de 1,7 milhão de pessoas apontou um aumento de 24% no risco de desenvolver doença renal com o uso contínuo de AINEs — percentual que salta para 50% em indivíduos que já possuem algum grau de comprometimento renal.
Além dos rins, o uso prolongado desses medicamentos também está associado a retenção de líquidos, toxicidade hepática, pressão arterial elevada e problemas gástricos.
O nefrologista Carlucci Ventura, membro da International Society of Nephrology, recomenda evitar a automedicação e buscar alternativas mais seguras para dores e inflamações. Segundo ele, a prescrição de AINEs deve considerar cuidadosamente o histórico de saúde de cada paciente.
A orientação médica é clara: os rins não emitem alertas visíveis nas fases iniciais de danos. Muitas vezes, quando os sintomas surgem, o prejuízo à função renal já é considerável e irreversível. Por isso, é fundamental apostar em prevenção, acompanhamento médico e uso consciente de medicamentos.
Comentários