USP desenvolve bateria de nióbio de 3 volts pronta para testes industriais
gazetadevarginhasi
14 de jan.
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Divulgação
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma bateria funcional de nióbio capaz de atingir 3 volts, recarregável e operante fora das condições ideais de laboratório. O protótipo já está em fase de testes industriais.
O projeto começou há dez anos pelo professor Frank Crespilho, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), líder do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e pesquisador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica e Sustentabilidade (INCT/USP). O principal desafio superado foi a degradação do nióbio em ambientes eletroquímicos convencionais, especialmente na presença de água e oxigênio.
Para isso, o grupo criou o NB-RAM (Niobium Redox Active Medium), uma “caixa de proteção inteligente” que permite ao nióbio mudar de estado eletrônico de forma controlada sem se degradar, inspirado em sistemas biológicos como enzimas e metaloproteínas.
Grande parte do refinamento da bateria foi conduzida pela pesquisadora Luana Italiano, que durante dois anos ajustou dezenas de versões experimentais para garantir estabilidade, repetibilidade e desempenho elétrico.
O protótipo já foi testado em formatos industriais padrão, como células tipo coin e pouch, em parceria com a Unicamp, demonstrando funcionamento confiável em condições próximas às de uso real. A tecnologia teve sua patente depositada pela USP.
Segundo Crespilho, o avanço da bateria de nióbio demonstra que o Brasil pode liderar o desenvolvimento tecnológico global, desde que a ciência seja tratada como prioridade nacional. Para a fase final de desenvolvimento, será necessário um centro multimodal de pesquisa envolvendo universidades, startups e governos estadual e federal.
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