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Varginha ultrapassa os 4 mil casos de dengue e já tem o dobro de registros do ano passado




Varginha já ultrapassou os 4 mil casos confirmados de dengue em 2024. O número já corresponde ao dobro do que foi registrado em todo o ano passado.
Conforme dados atualizados pela prefeitura, Varginha já tem 4.320 casos confirmados da doença. Em todo o ano passado, foram 2.064 registros. Com a busca por atendimentos de saúde cada vez maior, novos locais foram abertos e horários estendidos, mas ainda assim as unidades seguem lotadas.

"Muita gente, muita gente, não vou falar que não está demorando, porque a espera é longa, a gente tem esperado bastante. Minha filha está com dengue, minha irmã está com dengue, meu sobrinho está com dengue", disse a aposentada Liliane de Fátima.

A situação complicada ainda mais já que o paciente pode voltar ao médico por várias vezes, em várias fases durante o tratamento dos sintomas.

"Nós temos na dengue três fases: uma fase febril, então ele tem aí um cuidado para baixar a febre, a dor. Depois dessa fase febril é a mais crítica. É a fase em que a pessoa pode agravar, depois que a febre abaixa pode ter dor abdominal, pode ter sangramento, vômito com sangue, e esses sinais de alerta são mais críticos e a pessoa precisa de hidratação, ela precisa de soro. A maior parte das pessoas tende depois desse período de agravamento e risco de agravamento, a uma remissão, uma cura. Mas algumas pessoas não", explicou o doutor em saúde pública, Vinício Rocha.

Ainda segundo o especialista, o paciente precisa ficar atento para não descuidar do tratamento, já que a dengue pode levar à morte.

"Então nessa fase, depois que a febre passa, é importante estar muito atento, fazer os exames médicos, não se automedicar, procurar um cuidado em saúde para você não fique desidratado e isso venha a levar a óbito, porque óbito por dengue é evitável com o cuidado adequado", disse Vinício Rocha.

Ele diz que a melhor forma das cidades antederem à sobrecarga de pacientes é fazendo a distribuição dos atendimentos por várias unidades.

"Nós temos visto em várias cidades do Sul de Minas uma sobrecarga, a gente sabe que para combater uma epidemia é muito importante que a gente tenha uma distribuição das unidades, então as unidades de atenção primária estarem reforçando o atendimento, porque só algumas unidades não dão conta de uma demanda que tem crescido e isso leva muitas vezes à espera, leva muitas vezes à demora no atendimento. Então quanto mais próximo do cidadão, mais perto das pessoas estiver o cuidado, mas fácil para ela ser acompanhada", completou.
Fonte: G1

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