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  • Agro defende equilíbrio entre China e EUA após eleição e alerta para importância dos dois mercados

    Especialistas e representantes do agronegócio defendem que o Brasil mantenha uma relação equilibrada com China e Estados Unidos após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A avaliação é de que um eventual alinhamento político maior com Washington não deve significar o afastamento de Pequim, principal compradora de produtos agropecuários brasileiros e importante investidora em infraestrutura ligada às exportações. A discussão ocorreu durante um evento realizado pelo Insper, em São Paulo, na quarta-feira (7), sobre o futuro da segurança alimentar e os impactos das relações internacionais para o agronegócio brasileiro. A especialista em China Larissa Wachholz, que foi assessora especial do Ministério da Agricultura entre 2019 e 2021, afirmou que Pequim acompanha com cautela os movimentos políticos na América Latina e observa quais países estão dispostos a receber seus investimentos e ampliar as relações comerciais. Questionada sobre a reação chinesa ao resultado do primeiro turno, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wachholz afirmou que a preocupação de Pequim está relacionada principalmente à possibilidade de o Brasil e outros países latino-americanos se aproximarem ainda mais dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Segundo ela, essa preocupação chinesa começou durante o primeiro mandato de Trump e aumentou em seu segundo período no governo americano. A especialista afirmou que os Estados Unidos têm indicado, em documentos internos, que consideram a América Latina uma região de influência norte-americana. Wachholz também destacou que os chineses tendem a evitar investimentos em locais onde exista possibilidade de confronto político. Segundo ela, os projetos precisam apresentar segurança jurídica e fazer sentido econômico para que Pequim mantenha o interesse em investir. Investimentos chineses no agronegócio Para o agronegócio brasileiro, a presença chinesa vai além da relação comercial e inclui investimentos em infraestrutura fundamental para o escoamento da produção. Wachholz explicou que as exportações de carnes, por exemplo, dependem de uma estrutura adequada para manter os produtos refrigerados durante o transporte. Isso envolve contêineres específicos e portos preparados para receber e operar esse tipo de carga. Na avaliação da especialista, investimentos chineses nesse setor contribuíram para tornar as exportações brasileiras mais competitivas. Um dos exemplos citados é a participação da empresa chinesa Cofco no terminal STS11, no Porto de Santos, em São Paulo. A estrutura é utilizada para a exportação de produtos agrícolas. Outro caso está em Paranaguá, no Paraná. A TCP, controlada pela chinesa China Merchants Port, ampliou a estrutura de tomadas destinadas a contêineres refrigerados. A expansão, concluída em 2024, aumentou a capacidade de armazenamento de carnes e outros produtos congelados na temperatura adequada até o momento do embarque. Diante dessa relação, Wachholz defendeu que o Brasil mantenha uma sinalização positiva para a China e evite medidas que possam ser interpretadas como uma escolha de confronto com Pequim, mesmo que o próximo governo brasileiro tenha maior proximidade política com os Estados Unidos. “Frango não tem partido” A necessidade de preservar as relações comerciais com os dois países também foi defendida por Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participaram do debate. Santin afirmou que as questões políticas não devem interferir nas relações comerciais do agronegócio brasileiro. Ao relembrar uma resposta que deu quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência, ele resumiu sua posição com a frase: “Frango não tem partido nem ideologia”. Segundo o presidente da ABPA, o agronegócio brasileiro atua para garantir a segurança alimentar do país e de outros 170 países. Ele também afirmou que o setor representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que qualquer governo precisa considerar o peso da atividade nas relações comerciais internacionais. Santin disse ainda que não espera mudanças nas exportações brasileiras de carnes para a China em consequência do resultado eleitoral. Marcos Jank, por sua vez, chamou atenção para a política comercial adotada por Trump, marcada pela imposição de tarifas a diferentes países. Na avaliação dele, esse cenário tornou o ambiente internacional mais complexo para as empresas brasileiras. Para Jank, o Brasil precisa preservar os vínculos comerciais com China e Estados Unidos independentemente de qual país tenha maior proximidade política com o governo brasileiro. “Nós temos que nos dar bem com os Estados Unidos e com a China, ou seja, isso é obrigatório”, afirmou. A China é atualmente a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil. Na sequência aparecem a União Europeia e os Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Agricultura.

  • Grupo do Iêmen reivindica ataque à capital saudita após ataque anterior que deixou vítima

    Reprodução O movimento armado Houthi, que atua no território do Iêmen e é amplamente identificado como aliado ao governo do Irã, veio a público de forma oficial na madrugada desta quinta-feira, dia 8 de outubro, para declarar que executou um ataque direto e deliberado contra as instalações do Aeroporto Internacional Rei Khalid, considerado um dos principais e mais importantes terminais de transporte aéreo da cidade de Riad, capital do Reino da Arábia Saudita. Conforme a própria declaração divulgada pelo grupo, o alvo foi atingido por meio do lançamento de um projétil dotado de tecnologia de míssil balístico. Este anúncio foi feito num intervalo de tempo bastante curto, poucas horas depois de as autoridades competentes da Arábia Saudita terem comunicado à imprensa e à opinião pública que um ataque ocorrido anteriormente, ao longo da semana em curso, contra as mesmas instalações do aeroporto havia resultado na morte de uma pessoa. Até o momento presente, não foi divulgada qualquer confirmação, negação ou comentário oficial por parte do governo da Arábia Saudita sobre este novo ataque que os Houthi afirmam ter realizado. O movimento armado vem demonstrando, nas últimas ações registradas e divulgadas, uma clara e progressiva intensificação de suas operações e de seus ataques direcionados contra países situados na região do Oriente Médio. Não há ainda detalhes sobre eventuais danos causados no local, nem sobre a confirmação de que o míssil tenha de fato atingido o alvo declarado. A espera por uma posição oficial das autoridades sauditas deixa a situação em clima de incerteza, à medida que observadores acompanham a evolução dos acontecimentos e a possível resposta do Reino da Arábia Saudita diante da escalada de tensão na região.

  • Câmara de Varginha sedia anúncio da implantação do Grupo Edmil no município

    Reprodução Protocolo de Intenções prevê Centro de Distribuição, investimento inicial de R$ 54,4 milhões e expansão progressiva para até 500 empregos diretos A Câmara Municipal de Varginha sediou, nesta terça-feira (6), o anúncio da implantação do Grupo Edmil no município, em uma cerimônia que marcou a assinatura simbólica do Protocolo de Intenções entre o Município de Varginha e o Grupo Edmil. O documento estabelece as bases para a implantação de um Centro de Distribuição e de uma estrutura logística integrada no Distrito Industrial Cláudio Galvão Nogueira, em uma área de aproximadamente 100,9 mil metros quadrados. A projeção é de uma área construída de 30,8 mil metros quadrados. Além da assinatura simbólica do protocolo, também foi protocolado junto à Presidência da Câmara Municipal o Projeto de Lei que prevê a doação da área para a empresa. A proposta seguirá o trâmite legislativo e será submetida à análise e votação dos vereadores. De acordo com o resumo executivo do protocolo, o projeto prevê investimento inicial estimado em R$ 54,4 milhões, a ser executado em aproximadamente 30 meses. O investimento global projetado é de R$ 80 milhões ao longo de 10 anos, contemplando futuras ampliações, automação logística e renovação tecnológica dos ativos. Um dos principais impactos previstos está relacionado à geração de empregos. A Lojas Edmil, que atualmente possui 381 empregados, estabelece o compromisso de expandir progressivamente sua operação até alcançar 500 postos de trabalho diretos na filial de Varginha no prazo de 10 anos, além de fomentar até 100 empregos indiretos. O empreendimento também possui metas de faturamento vinculadas à operação local. A projeção apresentada no protocolo prevê faturamento bruto anual de R$ 70 milhões no primeiro ano após a inauguração, chegando a R$ 140 milhões no décimo ano, com os valores faturados sob a inscrição da filial de Varginha. Durante a cerimônia, estiveram presentes o prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, o vice-prefeito, Antônio Silva, procurador-geral do Município, Evandro Santos, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Henrique Touguinha, os empresários Renato Piva e Cléber Marques de Paiva e o presidente Executivo do Grupo Edmil, Adaoney Pereira Valias, acompanhado do diretor administrativo, Rafael Fróes. Pela Câmara Municipal, participaram o presidente Alexandre Prado, o vice-presidente Pastor Faustinho e os vereadores Thulyo Paiva, Joãozinho Enfermeiro, Afonso Monticeli, Zilda Silva, Dudu Ottoni, Miguel da Saúde, Cássio Chiodi e Dandan. A chegada do empreendimento representa uma nova etapa na expansão da atividade logística e comercial de Varginha, com previsão de investimentos privados, geração de empregos e ampliação da movimentação econômica no município. O Protocolo de Intenções estabelece compromissos entre o Município de Varginha e as empresas envolvidas no projeto. Entre as atribuições municipais previstas está a realização da terraplenagem e do nivelamento da área, enquanto o projeto também prevê pleitos de incentivos fiscais, condicionados à legislação municipal específica. O documento prevê ainda mecanismos de acompanhamento das metas e uma cláusula de reversão do imóvel e de suas benfeitorias ao Município em caso de paralisação das atividades ou descumprimento não justificado dos compromissos estabelecidos.

  • Prazo vence, placa é removida e relação entre aliados atinge novo ponto baixo; bandeira britânica continua hasteada

    Reprodução Funcionários retiraram durante a noite as placas e letreiros do consulado britânico em Jerusalém Oriental, na noite em que expirou o prazo dado por Israel para o encerramento da representação. Jornalistas da Reuters viram a remoção da placa com os dizeres "Consulado-Geral Britânico" e da placa da seção consular; a bandeira do Reino Unido, contudo, permanece hasteada no prédio. O consulado não se pronunciou imediatamente sobre o ocorrido. A ordem de fechamento foi emitida pelo governo de Israel no mês passado, em reação à imposição de sanções britânicas contra assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada — entre elas a proibição de importação de produtos fabricados nessas áreas. A maioria dos países e a ONU consideram os assentamentos ilegais pelo direito internacional, posição que Israel contesta. O consulado, localizado no bairro de Sheikh Jarrah, cuida das relações do Reino Unido com os palestinos e presta serviços consulares a eles. A presença britânica na cidade remonta a 1839, muito antes da criação do Estado de Israel. A embaixada britânica junto a Israel permanece em Tel Aviv. A medida afeta cerca de 30 diplomatas e seus familiares. Fontes indicam que o Reino Unido avalia expulsar diplomatas israelenses em represália, o que seria um ato inédito entre os aliados. O Ministério das Relações Exteriores britânico recusou comentar se a representação segue em funcionamento ou se os funcionários já deixaram o local. O governo de Israel acusou o Partido Trabalhista, no poder em Londres, de manter postura hostil ao país.

  • Tempestade tropical Isaias avança no Golfo do México e deve atingir costa dos EUA como furacão no sábado

    Reprodução A tempestade tropical Isaias formou-se no Golfo do México nesta quarta-feira (7) e deve ganhar força até atingir a costa sul dos Estados Unidos na madrugada de sábado (10), já transformada em furacão. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), o fenômeno pode alcançar categoria 3 ou superior, trazendo ventos fortes, chuvas intensas, risco de inundações e possíveis tornados em estados como Flórida e Alabama. O diretor do NHC, Michael Brennan, alertou para "múltiplos impactos com risco de vida" decorrentes de ondas, enchentes e ventos com força de furacão. Isaias será o primeiro furacão da temporada no Atlântico — o mais tardio registrado desde 1905, fato atribuído à influência do El Niño, que inibiu a formação de sistemas durante meses. A previsão aponta que o fenômeno deve atingir o continente entre a costa do Mississippi, Alabama e a Península da Flórida. Chuvas isoladas podem chegar a 25 centímetros em áreas costeiras, com risco de enchentes repentinas também no interior do Sudeste dos EUA. A tempestade atravessa região de intensa produção de petróleo e gás. Cerca de 25% da extração de petróleo do Golfo já foi interrompida, assim como 16,4% da produção de gás natural. Estima-se que até 11,2 milhões de barris de produção possam ser perdidos, superando os números da tempestade Bertha em julho. Empresas como BP, Chevron e Shell têm operações na área. O governador da Flórida, Ron DeSantis, decretou estado de emergência e autoridades pedem retirada voluntária de moradores.

  • ICE eleva meta para 3 mil prisões diárias de imigrantes nos EUA, pressão sobre agentes se intensifica

    Imagem de Kaufdex do Pixabay A liderança do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) instruiu agentes em todo o país a aumentar em mil o número diário de detenções, retomando a meta de três mil prisões por dia — número que a agência já havia tido dificuldades de cumprir anteriormente. Até então, a média era de cerca de duas mil detenções diárias. A diretiva foi transmitida nesta terça-feira (7) e também estabeleceu o objetivo de dezenove mil prisões por semana, levando em conta a menor atividade nos fins de semana. O governo nega oficialmente que haja cotas, classificando os números como metas a serem perseguidas sem punição por eventual descumprimento. A pressão sobre a agência intensifica-se às vésperas das eleições de meio de mandato. Em agosto, foram detidas aproximadamente 51 mil pessoas — novo recorde mensal, superando os mais de 46 mil registrados em julho. O ICE também solicitou contratos para construção de estruturas temporárias de detenção e processamento, citando ritmo operacional excepcionalmente elevado. Paralelamente, foram definidas regras mais rigorosas para abordagens em veículos, exigindo treinamento concluído e equipamento adequado, após casos controversos que resultaram em tiroteios. A política divide opiniões. A deputada republicana da Flórida Maria Elvira Salazar rompeu publicamente com o governo em defesa de eleitores hispânicos. O setor agrícola, tradicionalmente aliado dos republicanos, também manifestou preocupação com impacto das operações sobre a mão de obra. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, sustenta que a agência atua dentro da lei e que todos em situação irregular estão sujeitos à detenção, independentemente do tempo de residência no país.

  • Trump é interrompido por manifestantes em comício no Texas e tenta esclarecer declarações sobre ataque a cidades da Califórnia

    Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi repetidamente interrompido durante comício realizado em San Antonio, no Texas, na noite de quarta-feira (7). Ao menos 12 manifestantes foram retirados do local pela polícia, alguns algemados; um deles usava boné do movimento "Make America Great Again". Trump classificou os opositores como "pagos por inimigos da nação", pediu que outros se identificassem e saíssem, e em um dos momentos comentou a aparência de um dos presentes: "Aquele cara precisa perder muito peso". A plateia reagiu vaiando os manifestantes e entoando o nome do país. No mesmo discurso, o presidente procurou esclarecer declarações anteriores que haviam provocado críticas de políticos de ambos os partidos. Ele havia sugerido que o Irã poderia lançar mísseis contra San Diego e Los Angeles. Voltou ao tema dizendo: "Deixem que atinjam San Diego. Deixem que atinjam Los Angeles, e vocês verão coisas ruins acontecerem". Em seguida, acrescentou que os Estados Unidos não permitirão que isso ocorra e que protegerão suas cidades. O diretor de Comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, explicou posteriormente que a intenção era alertar para os riscos de um Irã nuclear. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chamou Trump de "perturbado e perigoso". A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que as declarações poderiam comprometer a segurança da cidade. As falas ocorrem em meio à campanha para as eleições legislativas de novembro, nas quais o presidente tem percorrido o país em apoio a candidatos do partido republicano.

  • Texas realiza execução por injeção letal; primeira nos EUA desde tentativa frustrada com Christa Pike

    Reprodução O estado do Texas realizou na quarta-feira (7) a primeira execução por injeção letal nos Estados Unidos desde a tentativa malsucedida com Christa Pike, no Tennessee. Jamaal Howard, de 46 anos, condenado pelo assassinato de um funcionário de loja de conveniência há mais de duas décadas, recebeu uma dose de pentobarbital na prisão de Huntsville e foi declarado morto às 20h03. É a 30ª execução no país neste ano. O mesmo fármaco foi aplicado em Pike em 30 de setembro, mas ela sobreviveu. Testemunhas relataram que, após receber duas doses, continuou respirando e roncando. Foi levada a um hospital, onde permanece internada; seus advogados informam que ela já fala, mas tem pneumonia, coágulo no braço e dificuldade para engolir. Segundo a defesa, a equipe tentou acesso intravenoso com pelo menos sete agulhas — uma delas estava dobrada — e o medicamento teria se infiltrado nos tecidos em vez de atingir a corrente sanguínea, causando queimaduras e bolhas nos braços. O governador Bill Lee determinou investigação independente e suspendeu as execuções no estado até o fim do ano. Os protocolos do Tennessee e do Texas preveem 5 gramas de pentobarbital em 100 mililitros de solução. Howard respirou e arfou, fez sons semelhantes a roncos que cessaram em cerca de 30 segundos, sendo declarado morto 19 minutos depois. Antes da execução, a defesa de Howard tentou impedi-la alegando risco semelhante ao de Pike, mas o tribunal rejeitou o pedido sem justificativa. Um juiz determinou a preservação de todas as provas do caso no Tennessee. O comissário do Departamento de Correção deixará o cargo neste mês. O tema tornou-se central na disputa pelo governo estadual: a candidata democrata Jerri Green promete moratória e classificou o ocorrido como "tortura"; a republicana Marsha Blackburn defendeu retorno à cadeira elétrica.

  • Mulher que afirma ter sido criada por macacos relata susto ao ver o próprio rosto no espelho

    Reprodução: National Geographic Channel Marina Chapman afirma ter vivido uma experiência incomum durante a infância: depois de ser sequestrada e abandonada ainda criança em uma floresta na Colômbia, ela passou anos praticamente sem contato com outros seres humanos e aprendeu a sobreviver observando macacos-prego. Um dos episódios mais marcantes desse período, segundo seu relato, aconteceu quando encontrou um pedaço de espelho e viu o próprio rosto pela primeira vez. Marina conta que tinha cerca de 4 anos quando foi sequestrada. Segundo seu relato, ela brincava perto de casa quando foi levada por desconhecidos. Depois de recobrar a consciência, percebeu que estava sozinha em uma região de floresta. Foi nesse ambiente que ela encontrou um grupo de macacos-prego. Inicialmente, os animais apenas se aproximavam e observavam a menina. Alguns chegaram a tocar suas orelhas e, posteriormente, passaram a subir em seus ombros e brincar com seus cabelos. A presença dos macacos teria se tornado uma fonte de conforto para Marina diante da solidão. Ela afirma que passou a observar o comportamento dos animais e reproduzir algumas de suas ações para conseguir sobreviver. Entre outras coisas, teria aprendido a procurar alimentos, subir em árvores e reconhecer determinados sons produzidos pelos primatas. Segundo Marina, ela também passou a se comunicar de alguma maneira com os animais por meio desses sons. Um assobio, por exemplo, estaria associado à presença de comida, enquanto determinados gritos serviriam como sinal de perigo. O encontro com o próprio reflexo Entre as lembranças mais fortes daquele período está o momento em que Marina encontrou um pedaço de espelho na floresta. Como havia passado anos sem contato com outras pessoas, ela afirma que não tinha consciência de como era seu próprio rosto. Ao observar o reflexo, a reação foi de choque. Marina conta que esperava ter uma aparência semelhante à dos animais com os quais convivia e ficou assustada ao perceber que seu rosto era diferente. Ela descreveu o episódio como um dos maiores choques de sua vida e afirmou que aquele foi o primeiro momento em que conseguiu ver a própria face. A experiência também teria contribuído para uma percepção de que ela não era igual aos macacos, apesar de se sentir profundamente ligada ao grupo. Marina conta que, naquele período, chegou a acreditar que havia esquecido a própria língua e que não falava nenhum idioma, já que estava acostumada a reconhecer e reproduzir os sons dos animais. Ela também relata que os macacos desempenharam um papel importante em sua sobrevivência. Em determinado momento, depois de comer sementes que lhe fizeram mal, Marina afirma que um macaco mais velho a levou até a água. Segundo ela, depois de beber bastante, começou a se sentir melhor. Uma história contada décadas depois A história de Marina Chapman tornou-se conhecida internacionalmente décadas depois de sua infância. Em 2013, ela publicou a autobiografia “The Girl With No Name”, escrita com a participação de sua filha, Vanessa James, e da autora Lynne Barrett-Lee. No mesmo ano, sua trajetória foi abordada pelo documentário “Woman Raised By Monkeys”, produzido pela National Geographic. A produção acompanhou Marina em uma viagem à Colômbia e investigou elementos de sua história. Apesar de o livro, o documentário e a própria trajetória de Marina serem registrados, nem todos os acontecimentos relatados por ela durante os anos na floresta puderam ser comprovados de maneira independente. Por isso, os episódios envolvendo a convivência com os macacos são apresentados como parte de seu relato pessoal. O fim da vida na floresta Marina afirma que sua permanência na floresta terminou quando foi encontrada por um grupo de caçadores. Segundo seu relato, ela foi levada para Cúcuta, na Colômbia, e passou por diferentes situações de vulnerabilidade depois de deixar a mata. Ela conta que chegou a viver nas ruas e enfrentou outras dificuldades antes de sua vida mudar novamente. Posteriormente, foi acolhida por uma família e acabou viajando para a Inglaterra para trabalhar como babá. Em 1977, Marina chegou ao país. Em Bradford, conheceu John Chapman em uma igreja. Os dois se casaram poucos meses depois, apesar das dificuldades iniciais de comunicação, já que ela quase não falava inglês e ele não falava espanhol. O casal teve duas filhas, Joanna e Vanessa, e construiu uma vida no subúrbio de Yorkshire. Décadas depois, Marina continua contando episódios de sua infância na Colômbia. Entre as memórias mais marcantes está justamente o encontro com o pedaço de espelho, quando, após anos vivendo entre os animais, ela afirma ter descoberto pela primeira vez como era seu próprio rosto.

  • Trump é interrompido por protestos durante comício no Texas e tenta esclarecer fala sobre ataques a cidades dos EUA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi interrompido repetidamente por manifestantes durante um comício realizado na noite de quarta-feira (7), em San Antonio, no Texas. O evento tinha como objetivo reforçar o apoio do presidente ao candidato republicano ao Senado Ken Paxton, mas acabou marcado por uma série de protestos e por novas declarações de Trump sobre uma polêmica envolvendo possíveis ataques do Irã a cidades americanas. Pelo menos 12 manifestantes foram retirados do local pela polícia durante o discurso. Alguns deles foram algemados. Um dos manifestantes usava um boné associado ao movimento MAGA, sigla para “Make America Great Again”, lema utilizado por Trump. A primeira interrupção foi ignorada pelo presidente, que se voltou para o público e questionou os apoiadores sobre o próprio comício. As manifestações, porém, continuaram ao longo do discurso. Depois que outros participantes foram retirados do local, Trump afirmou que alguns dos manifestantes seriam pagos para interromper seus eventos. Em determinado momento, pediu que qualquer pessoa que estivesse sendo paga para protestar se identificasse e deixasse o local. O presidente também fez comentários sobre a aparência de um dos manifestantes durante uma das interrupções. Enquanto os protestos prosseguiam, os apoiadores de Trump reagiam com vaias e gritos de apoio ao presidente. Além dos protestos, Trump voltou a abordar uma declaração feita anteriormente sobre a possibilidade de o Irã lançar mísseis contra cidades americanas, especialmente Los Angeles e San Diego. A fala havia provocado críticas de autoridades da Califórnia e de políticos democratas. Durante o comício no Texas, Trump afirmou novamente que os ataques poderiam causar graves consequências, mas acrescentou que os Estados Unidos não permitiriam que isso acontecesse. “Não vamos deixar isso acontecer. Nós protegemos nossas cidades. Protegemos nosso país”, afirmou o presidente. A declaração ocorreu depois de Trump ter feito comentários semelhantes em um comício realizado anteriormente em Grand Island, Nebraska. Na ocasião, o presidente havia falado sobre a possibilidade de um ataque contra San Diego ou Los Angeles e utilizado o cenário para destacar as consequências que, segundo ele, poderiam ocorrer caso um Irã com armas nucleares fosse capaz de atingir cidades americanas. As declarações provocaram reação imediata na Califórnia. O governador Gavin Newsom classificou Trump como “perturbado e perigoso”, enquanto a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que as falas poderiam comprometer a segurança da cidade. Diante da repercussão, o diretor de Comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou nas redes sociais que Trump estava se referindo à possibilidade de cidades americanas serem ameaçadas caso um Irã nuclear não tivesse sido impedido. No comício em San Antonio, Trump também buscou mobilizar eleitores em favor de Ken Paxton, candidato republicano ao Senado pelo Texas. O presidente tem intensificado sua participação na campanha para tentar garantir apoio ao Partido Republicano no estado, tradicionalmente considerado um reduto republicano, mas que enfrenta uma disputa eleitoral mais competitiva. Durante o evento, Trump ainda anunciou que pretende conceder a Medalha Presidencial da Liberdade ao ex-jogador de beisebol Roger Clemens. O presidente também voltou a defender a pena de morte para traficantes de drogas e falou sobre os custos dos combustíveis em meio às discussões relacionadas à política externa dos Estados Unidos. O comício terminou, portanto, marcado não apenas pela tentativa de Trump de fortalecer a candidatura de Paxton, mas também pelas interrupções sucessivas dos manifestantes e pela tentativa do presidente de esclarecer os comentários anteriores sobre uma possível ameaça de ataques iranianos contra cidades americanas.

  • Após disputa sobre sanções a assentamentos, consulado britânico de quase 200 anos muda de nome e reduz atividades

    Imagem de Pete Linforth por Pixabay O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (8) que seu consulado em Jerusalém, com quase dois séculos de existência, passará a chamar-se "Missão do Reino Unido" e funcionará em escala reduzida. A decisão foi tomada após um acordo com Israel, que havia determinado o fechamento da representação em meio a uma disputa diplomática. O conflito teve início quando o governo britânico anunciou sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, entre elas a proibição de importação de produtos fabricados nessas áreas. Em 8 de setembro, Israel deu um prazo de 30 dias para que o Reino Unido fechasse o consulado localizado em Jerusalém Oriental e retirasse seus diplomatas do local. Com o fim do prazo, os dois países comunicaram ter chegado a um entendimento que mantém o prédio aberto, mas com novo nome e atividades reduzidas. O consulado está situado no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, e cuida das relações do Reino Unido com os palestinos, além de prestar serviços consulares e atuar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A presença britânica na cidade remonta aproximadamente a 1839, quando a região fazia parte do Império Otomano, décadas antes da criação do Estado de Israel, em 1948. A embaixada britânica junto a Israel permanece sediada em Tel Aviv. O status de Jerusalém é um dos pontos mais sensíveis da geopolítica no Oriente Médio. A cidade foi dividida após a guerra de 1948, com a parte oriental sob controle da Jordânia, até ser conquistada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em 1980, Israel anexou a região e passou a considerar Jerusalém inteira como sua capital — medida não reconhecida pela maioria dos países, que classificam Jerusalém Oriental como território ocupado. Os palestinos, por sua vez, reivindicam a área como capital de seu futuro Estado. Décadas de negociações não lograram definir um status definitivo. Outros países mantêm representações semelhantes em Jerusalém, entre eles França, Turquia, Itália, Espanha, Grécia e Bélgica, e nenhuma sofreu ordem de fechamento. Os Estados Unidos transferiram sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém em 2018, durante o governo de Donald Trump, rompendo com a prática adotada por administrações anteriores.

  • Rússia nega segundo caso de pneumonia ligado à morte de funcionária de laboratório na Sibéria

    Imagem ilustrativa A Rússia negou nesta quinta-feira (8) que uma segunda pessoa tenha adoecido após ter contato com uma funcionária de um laboratório de pesquisa de doenças infecciosas na Sibéria que morreu na semana passada. O órgão regulador de saúde do país classificou como falsas as informações que circulavam nas redes sociais sobre um novo caso de pneumonia. Segundo a autoridade sanitária russa, todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária foram verificadas e não apresentaram problemas de saúde relacionados a uma infecção. O órgão informou ainda que quase 5 mil exames laboratoriais foram realizados e não identificaram a presença de microrganismos patogênicos perigosos. A negativa ocorre em meio à preocupação internacional provocada pela morte de Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Sibéria e no Extremo Oriente. Ela morreu em 2 de outubro depois de desenvolver uma pneumonia cuja origem ainda não foi determinada pelas autoridades russas. Até o momento, Moscou não confirmou que a morte tenha sido provocada por peste pneumônica. A doença chegou a ser levantada como uma possibilidade diante do fato de Shipilova trabalhar em uma instituição dedicada à pesquisa de doenças infecciosas, mas a causa exata do quadro permanece desconhecida. As autoridades russas afirmam que não existe risco de uma epidemia na região. Mesmo assim, o episódio provocou questionamentos de organizações internacionais e do governo dos Estados Unidos, principalmente em relação à quantidade de informações divulgadas sobre o caso. Na quarta-feira (7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que havia solicitado esclarecimentos à Rússia sobre relatos de que uma segunda funcionária teria desenvolvido uma pneumonia de causa desconhecida. O pedido ocorreu após a circulação de reportagens que mencionavam um suposto novo caso. A OMS afirmou que precisava de mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave e identificar, caso existisse, o agente responsável pela doença que levou as autoridades a adotar medidas de saúde pública. A organização também destacou a necessidade de informações completas e transparentes para avaliar corretamente os possíveis riscos. Os relatos sobre uma segunda pessoa doente, porém, não foram confirmados pelas autoridades russas. O regulador sanitário afirmou que os exames realizados entre os contatos da pesquisadora não encontraram evidências de uma infecção relacionada ao caso. A situação também chamou a atenção do governo dos Estados Unidos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a Rússia deveria compartilhar mais informações sobre o episódio. O presidente Donald Trump também havia declarado que pretendia conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o caso. Trump afirmou que não acreditava, naquele momento, que a morte da funcionária estivesse relacionada a uma arma biológica. Ao mesmo tempo, disse que esperava que Moscou fornecesse mais informações às autoridades americanas. Enquanto isso, o Kremlin afirmou que a Rússia havia compartilhado com a OMS as informações consideradas necessárias e criticou o que classificou como uma grande quantidade de informações falsas divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais. O porta-voz Dmitry Peskov recomendou que as informações oficiais do órgão regulador de saúde fossem utilizadas como referência. Após a morte de Shipilova, pessoas que tiveram contato com ela chegaram a ser colocadas em quarentena como medida de precaução. Relatos não confirmados também passaram a circular sobre as circunstâncias em que a pesquisadora teria contraído a doença, incluindo versões sobre um possível acidente dentro do laboratório e sobre viagens realizadas antes de adoecer. As autoridades russas rejeitaram algumas dessas versões, e não há evidências públicas que confirmem essas hipóteses. Apesar das negativas sobre um segundo caso, a causa da morte da funcionária de 28 anos continua sem definição pública. A Rússia sustenta que não há risco de epidemia e que os exames realizados não encontraram microrganismos patogênicos perigosos, enquanto autoridades internacionais continuam buscando informações para esclarecer o episódio.

  • Ataque russo atinge ônibus em Kramatorsk e deixa ao menos 30 mortos no leste da Ucrânia

    Reprodução Pelo menos 30 pessoas perderam a vida e outras 18 ficaram feridas em um ataque russo contra transporte público na cidade de Kramatorsk, região de Donetsk, no leste da Ucrânia. A confirmação foi dada por autoridades locais, que pediram à população civil que deixe a área. O chefe da administração militar regional de Donetsk, Vadym Filashkin, afirmou que a Rússia segue levando destruição ao território ucraniano, atacando cidades e matando civis. Ele expressou pesar às famílias das vítimas e informou que os detalhes do ataque ainda estão sendo levantados. Filashkin fez um apelo à população: “Peço a todos que permanecem na região de Donetsk que evacuem para áreas mais seguras da Ucrânia”. A informação inicial dá conta de que o ataque atingiu um ou mais ônibus em circulação na cidade. O caso é mais um episódio de violência que eleva o número de civis atingidos no conflito entre os dois países.

  • Prejuízos por chuva e granizo: veja o que o produtor deve fazer para comprovar perdas

    Sistema Faemg Senar reúne orientações sobre registro de danos e medidas relacionadas a seguros, financiamentos e crédito rural diante de eventos climáticos O fenômeno climático El Niño, com previsão de maior intensidade entre outubro e dezembro de 2026, coloca os produtores rurais em alerta para possíveis alterações no regime de chuvas e nas temperaturas. Segundo monitoramentos oficiais, o fenômeno pode persistir até, pelo menos, o primeiro trimestre de 2027. Em meados de setembro, chuvas de granizo atingiram cafezais no Sul de Minas, uma das principais regiões produtoras de café do país. O fenômeno ocorreu durante o período de florada e provocou queda de flores e danos em folhas e galhos, com potencial para comprometer parte da produção da próxima safra. Diante desse cenário, o Sistema Faemg Senar elaborou uma nota técnica com orientações para produtores afetados por eventos climáticos. O documento reúne informações sobre comprovação de perdas, Seguro Rural, Proagro, crédito rural, Funcafé, FNE e contratos de barter e venda futura. Para a gerente de Agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, informação e prevenção são fundamentais para que o produtor saiba como proceder diante dos prejuízos. “Informação e prevenção são fundamentais. Quando um evento acontece, o produtor precisa saber como agir para registrar os danos e buscar os instrumentos de proteção disponíveis”, afirma. O que fazer após um evento climático? A primeira recomendação é registrar os danos por meio de fotos e vídeos e providenciar um laudo técnico que descreva a ocorrência e dimensione as perdas. Também é importante guardar documentos que possam contribuir para a comprovação dos prejuízos, como: - notas fiscais e documentos da produção; - contratos; - apólices; - protocolos de comunicação; - fotos, vídeos e laudos técnicos. A gerente da Assessoria Jurídica do Sistema Faemg Senar, Mariana Maia, destaca que a documentação das perdas é apenas uma das etapas e que o produtor também deve estar atento aos prazos e às condições apresentadas pelas instituições financeiras. “Comprovar a perda é apenas o primeiro passo. O produtor deve observar os prazos, protocolar seus pedidos e conferir as condições propostas pelo banco. Uma negativa não encerra necessariamente o assunto: a Súmula 298 do STJ reconhece o alongamento da dívida originada de crédito rural como direito do produtor, nos termos da lei. A orientação jurídica ajuda a verificar se os requisitos foram atendidos e, quando cabível, questionar a decisão”, explica. Seguro Rural, Proagro e financiamentos Quem possui Seguro Rural deve comunicar imediatamente o sinistro à seguradora, respeitando os prazos estabelecidos na apólice. Nos casos de Proagro ou Proagro Mais, a comunicação deve ser feita à instituição financeira. Já o produtor que possui financiamento rural pode, conforme o enquadramento da operação, solicitar a prorrogação ou renegociação da dívida quando comprovar dificuldade temporária de pagamento provocada por perdas decorrentes de eventos adversos. Sempre que possível, o pedido deve ser protocolado antes do vencimento. Para os cafeicultores, o Funcafé possui regras específicas e prevê crédito para recuperação de cafezais danificados por eventos climáticos, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na regulamentação. Prazo exige atenção dos produtores Produtores afetados também podem verificar o enquadramento em medidas extraordinárias de composição de determinadas dívidas rurais previstas na legislação de 2026. Para as linhas abrangidas pelas Resoluções CMN nº 5.330/2026 e nº 5.340/2026, o prazo para contratação é 12 de novembro de 2026, observados os requisitos de cada modalidade. A orientação é procurar a instituição financeira com antecedência e apresentar a documentação necessária para comprovar as perdas. Acesse a nota técnica completa Para conferir todas as orientações do Sistema Faemg Senar sobre como agir diante de prejuízos provocados por eventos climáticos, acesse a nota técnica completa: ACESSE AQUI A NOTA TÉCNICA COMPLETA Serviço Gerência de Agronegócio do Sistema Faemg Senar Telefone: (31) 3074-3135 E-mail: gda@sistemafaemg.org.br Assessoria Jurídica Telefone: (31) 3074-3020 E-mail: juridico@sistemafaemg.org.br

  • Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 06/10/2026

    Luiz Fernando Alfredo A corda arrebentou Eu já havia escrito, em editoriais anteriores, que a corda estava sendo esticada além do limite. Lula, com a máquina na mão, o ativismo indevido de ministros do STF, decisões cada vez mais distantes da letra da Constituição, regras casuísticas e tendenciosas, as suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro, o escândalo dos descontos sobre aposentadorias e as acusações que atingem o entorno do filho do presidente, além dos conhecidos “rabos presos” de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, formavam um cenário em que o poder parecia cada vez mais distante da população. A “alma mais honesta do Brasil”, desafiando grandes potências, passando pano para regimes comunistas, criminosos e terroristas e acumulando discursos que muitas vezes pareciam desafiar a própria realidade, foi esticando a corda. Ela arrebentou. O resultado foi o fortalecimento de uma direita que passou a ocupar espaço decisivo nos dois principais poderes responsáveis pela execução das políticas públicas. Até questões simbólicas, como a retirada do nome de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, acabaram entrando na guerra política - com a tentativa de jogar sobre Flávio, evangélico, uma responsabilidade de uma narrativa perigosa no meio católico e entre outras religiões respeitosas. Enquanto isso, gastos, desperdícios e suspeitas de desvios ameaçavam empurrar o Brasil para um desastre econômico. Lula, o homem que é contra a família, a liberdade de expressão, autoritário, corrupto, descondenado demonstrou ter alguma conexão com o “pai da mentira” — segundo a crença popular. A reação das urnas não veio por acaso. Veio depois de anos de excessos. E, se a direita tivesse conseguido controlar a própria vaidade - sobretudo Caiado e Zema -, talvez nem tivéssemos chegado ao segundo turno presidencial. A história ensina: quando o poder ignora os limites, o eleitor acaba sendo o limite. E, desta vez, ele acordou e com certeza, não vai cochilar mais. Que Deus proteja o Brasil!

  • Marcela Trópia fica como primeira suplente do NOVO para a Assembleia de Minas Gerais

    Foto Divulgação CMBH Em sua primeira disputa estadual, vereadora recebeu 39.164 votos e foi votada em 451 municípios, alcançando todas as regiões do estado A vereadora de Belo Horizonte Marcela Trópia (NOVO) terminou sua primeira disputa para deputada estadual como primeira suplente do partido para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Marcela recebeu 39.164 votos e ficou atrás apenas dos dois candidatos eleitos pela legenda, que conquistou duas cadeiras na ALMG. A votação também marcou a ampliação da atuação política de Marcela para além de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Em sua primeira candidatura a um cargo estadual, ela recebeu votos em 451 municípios, alcançando todas as regiões de Minas Gerais. Ela ainda cresceu em todas as regiões da capital mineira. “Foi uma campanha incrível e muito especial. Pela primeira vez, tive a oportunidade de levar nosso trabalho e nossas propostas para todas as regiões de Minas Gerais, conhecer de perto realidades muito diferentes e conversar com lideranças, empreendedores, apoiadores e eleitores de centenas de municípios. Receber mais de 39 mil votos e saber que essa confiança veio de 451 cidades me deixa profundamente grata. Mais do que levar propostas, nós ouvimos muito, aprendemos muito e construímos relações que permanecem depois da eleição”, afirma Marcela. A campanha levou para o debate estadual experiências e propostas construídas a partir dos dois mandatos da vereadora em Belo Horizonte. Entre os temas apresentados ao longo das agendas pelo estado estiveram a redução das filas na saúde por meio de mutirões, o fortalecimento dos hospitais regionais, a redução da burocracia para quem empreende e políticas de incentivo à inovação e à geração de oportunidades no interior. Na área de ciência e tecnologia, Marcela apresentou o programa Ciência como Profissão, com propostas para ampliar o financiamento à pesquisa, aproximar universidades e empresas e estimular startups universitárias. A experiência de Belo Horizonte também esteve presente nas discussões sobre inovação e ambiente de negócios, a partir de iniciativas como o marco municipal das startups e a legislação de liberdade econômica. Outras propostas debatidas durante a campanha foram o uso de tecnologia e inovação no agronegócio, a recuperação da infraestrutura ferroviária e rodoviária, o fortalecimento do turismo e do patrimônio e iniciativas voltadas à independência financeira e ao empreendedorismo feminino. “Essa campanha ampliou muito o nosso horizonte. Discutimos saúde, educação, inovação, empreendedorismo, infraestrutura e desenvolvimento regional com quem vive esses desafios todos os dias. Muitas das ideias que levamos encontraram uma receptividade enorme no interior. Termino essa eleição com ainda mais conhecimento sobre Minas Gerais, novas relações construídas e a certeza de que esse diálogo não termina aqui”, destaca Marcela. Reeleita vereadora de Belo Horizonte em 2024 com 17.878 votos, Marcela seguirá exercendo seu segundo mandato na Câmara Municipal. Com o resultado da eleição deste domingo, passa a ocupar a primeira posição na suplência do NOVO para a próxima legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

  • IEL aposta em inovação e gestão para preparar indústrias para o futuro

    Imagem: Divulgação IEL-MG Instituto ajuda empresas a desenvolver lideranças, aprimorar a gestão, inovar e tomar decisões estratégicas em um mercado em transformação Antecipar transformações, desenvolver pessoas e apoiar decisões que impactam o futuro dos negócios estão entre os desafios enfrentados pelas empresas em um mercado cada vez mais dinâmico. Nesse cenário, o Instituto Euvaldo Lodi de Minas Gerais (IEL MG) amplia sua atuação como parceiro estratégico da indústria, reunindo soluções que conectam gestão, lideranças, competitividade, inovação e tecnologia. Para o superintendente do IEL MG, Gustavo Macena, atender às necessidades das empresas exige acompanhar as demandas atuais sem perder de vista as mudanças que já começam a impactar os negócios. “Um ponto principal para que haja um atendimento efetivo para as empresas, para os empresários e para os industriais, é exatamente o IEL estar sempre na vanguarda dos assuntos que a empresa hoje demanda. Isso significa que o IEL trabalha em todos os tempos: com ferramentas antigas, já extremamente consolidadas, mas que ainda não foram aplicadas às empresas, e também com ferramentas futuras, que precisam ser aplicadas hoje para que, no tempo certo, tenham desempenho”, afirma. Essa atuação está estruturada em três grandes frentes: Lideranças e Carreiras, Inteligência e Competitividade e Inovação e Futuro. A proposta é acompanhar empresas e profissionais em diferentes momentos, oferecendo soluções que vão da atração e do desenvolvimento de talentos ao apoio à gestão e à implementação de estratégias de inovação. Em Lideranças e Carreiras, o IEL atua na conexão entre profissionais e empresas, com iniciativas como programas de estágio e trainee, recrutamento e seleção, atração de especialistas, líderes e executivos, além de ações voltadas ao desenvolvimento de competências e à preparação de profissionais para assumir novas responsabilidades. Na frente de Inteligência e Competitividade, o foco está em apoiar organizações que precisam aprimorar processos de gestão, desenvolver executivos e transformar conhecimento em melhores resultados. A instituição reúne especialistas e inteligência aplicada para contribuir com decisões empresariais e com o aumento da competitividade. Para Macena, essa capacidade de reunir conhecimentos já consolidados e novas soluções permite ao IEL atuar como um “portador de futuro”, antecipando necessidades para que as empresas possam se preparar desde agora. “É trazer sempre para o hoje a necessidade que a empresa tem. Para isso, o IEL tem que estar sempre capacitado, e seus profissionais têm que estar um passo à frente daquilo que o mercado tem demandado”, destaca. Esse olhar para o futuro também orienta a frente de Inovação e Futuro, que aproxima as empresas de tecnologias, especialistas, parceiros e oportunidades. Entre os temas que ganharam relevância nesse ambiente está a inteligência artificial, que vem exigindo dos empresários não apenas conhecimento sobre novas ferramentas, mas capacidade para avaliar sua aplicação e os resultados que podem gerar para cada negócio. Segundo Macena, muitas organizações ainda precisam avançar em processos de gestão, inovação e transformação interna por meio da formação de seus executivos. Ao mesmo tempo, a incorporação de tecnologias emergentes acrescenta novas decisões à agenda empresarial. “Um dos projetos tem se destacado, e não só nas empresas, mas no mundo todo, que é a implementação das tecnologias de IA. Implementação não só tecnológica, mas implementação na gestão, avaliação dos resultados”, comenta. Nesse contexto, a atuação do IEL busca apoiar o empresário na análise das possibilidades disponíveis e na escolha de soluções alinhadas à realidade e aos objetivos de cada organização. “O IEL, hoje, se posiciona como um provedor de soluções para as indústrias e, nessa era de IA, um apoio fundamental para a arbitragem tecnológica, para o apoio na decisão do empresário na adoção de tecnologias emergentes como a inteligência artificial”, completa Macena. Ao integrar desenvolvimento de pessoas, gestão, competitividade e inovação, o IEL busca apoiar empresas em diferentes níveis de maturidade e transformar tendências e conhecimento em aplicações concretas para os negócios. É uma atuação que começa nas demandas do presente, mas também prepara empresários, gestores e lideranças para decisões que vão influenciar os próximos passos da indústria. Conheça as soluções do IEL MG neste link. Sobre o IEL MG: O IEL integra o Sistema FIEMG e oferece soluções para o desenvolvimento de talentos, lideranças, gestão, competitividade e inovação, apoiando pessoas e empresas em seus desafios de crescimento. Tem IEL em tudo que faz você avançar. Ana Paula Motta Imprensa FIEMG

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