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Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, permanece fechado até 17 de outubro; ataques dos Houthis matam 14 pessoas em dois dias e ferem mais de 300

há 5 horas
2 min de leitura

Reprodução
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As autoridades da Arábia Saudita anunciaram a prorrogação do fechamento do Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital Riade, até o próximo sábado (17), às 18h, horário de Brasília. O segundo terminal mais movimentado do país — ficando atrás apenas do aeroporto de Jidá, na costa oeste — encontra-se suspenso desde o ataque ocorrido no sábado (10), quando projéteis atingiram as instalações e causaram a morte de 13 pessoas, além de deixar mais de 300 feridos. O comunicado da Autoridade de Aviação Civil informa que a medida visa permitir a conclusão de todos os procedimentos de inspeção e reparo necessários para assegurar a segurança e a prontidão operacional antes da reabertura. O aviso oficial foi transmitido por meio de Aviso aos Aeronavegantes, documento que orienta companhias e tripulações sobre restrições de espaço aéreo e condições de pouso.

No domingo (11), menos de 24 horas após o primeiro episódio, um novo ataque foi lançado contra a região, provocando a morte de mais uma pessoa e deixando outras 11 feridas. Os responsáveis pelas ações são os integrantes do movimento Houthi, grupo armado sediado no Iêmen e alinhado ao Irã, que intensificou ofensivas contra alvos na Arábia Saudita nas últimas semanas. A sequência de ataques representa a interrupção mais grave da aviação civil saudita em anos, coincidindo com um período em que o setor já enfrenta pressão de custos elevados de combustível de aviação — reflexo de tensões mais amplas no Oriente Médio —, o que reduz margens de lucro das empresas aéreas e torna cada cancelamento ainda mais impactante para a economia da região.

Dados de monitoramento de tráfego aéreo confirmam que aviões passaram a desviar de Riade desde a segunda-feira (12), buscando rotas alternativas, embora o espaço aéreo saudita não esteja totalmente interditado e pousos continuem ocorrendo em Jidá, que funciona como principal centro de conexões internacional do país. A empresa de análise de dados Cirium registrou que o índice de cancelamentos de voos em todos os aeroportos da Arábia Saudita chegou a 46,4%, ou seja, quase metade das operações programadas foi afetada. O especialista em segurança aérea Mark Zee, fundador da organização OPSGROUP, classificou a situação como sem precedentes: "Esse nível de ataques intensos e contínuos contra a aviação civil não tem precedentes. Acredito que isso exige que repensemos nossa visão sobre o cenário de risco atual e que procedamos com muita cautela", afirmou.

O fechamento prolongado do aeroporto de Riade levanta questionamentos globais sobre a segurança de rotas aéreas que sobrevoam zonas de conflito. Até então, a aviação civil costumava traçar limites de risco com base em combates terrestres ou marítimos, mas a frequência e o alcance dos ataques com mísseis e drones redefinem as áreas consideradas seguras. As companhias aéreas têm revisto rotas e trechos de passagem, o que pode aumentar tempos de voo e custos de passagens em rotas que cruzam o Oriente Médio. Ainda não há confirmação oficial sobre se o prazo de reabertura de 17 de outubro poderá ser novamente estendido, dependendo da evolução da situação de segurança. As autoridades sauditas mantêm a população e as empresas aéreas em alerta, reforçando que qualquer alteração nas condições de operação será comunicada imediatamente.

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