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Amazon e Disney compram minério de empresa alvo da PF por garimpo ilegal

A recente operação da Polícia Federal (PF) contra garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami trouxe à tona o envolvimento de uma das maiores empresas de mineração do mundo, a White Solder Metalurgia e Mineração, em um esquema de compra de cassiterita proveniente de atividades ilegais nessa região.
Este é um território onde o povo yanomami enfrenta uma crise humanitária devido à atuação de garimpeiros e do crime organizado.
A White Solder é uma grande produtora de estanho em escala global, envolvida em toda a cadeia produtiva do estanho, desde a mineração da cassiterita até a fabricação de soldas. O estanho é obtido a partir da cassiterita, um mineral abundante no território yanomami.
A empresa foi alvo da Operação Forja de Hefesto da PF, devido ao seu envolvimento em transações suspeitas de cassiterita adquirida da Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil, que supostamente atua como intermediária em atividades ilegais de extração de minério na TI Yanomami.
Apesar de sua importância como fornecedora de diversas empresas multinacionais, como Amazon, Disney e Starbucks, a White Solder não se pronunciou sobre o assunto quando contatada pela imprensa. A Disney preferiu não comentar, enquanto a Amazon afirmou que seu departamento responsável forneceria informações, mas não o fez. Já a Starbucks declarou que não possui contratos vigentes com a White Solder e está comprometida com o fornecimento ético em sua cadeia de suprimentos.
A investigação da PF revelou que a empresa era a ponta final de uma organização criminosa envolvida em atividades ilegais de garimpo na Terra Indígena Yanomami.
A Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil, por sua vez, era utilizada como intermediária nesse esquema, com indícios de lavagem de dinheiro e envolvimento em crimes ambientais.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens da White Solder e da cooperativa, além de outros envolvidos, evidenciando a gravidade das acusações. A investigação também apontou transações entre a cooperativa e Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, empresário e político bolsonarista, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob suspeita de chefiar a organização criminosa por trás do garimpo ilegal em Roraima.
O caso destaca a necessidade de maior escrutínio e regulamentação nas cadeias de fornecimento, especialmente em setores sensíveis como o da mineração, para evitar o financiamento de atividades ilegais e o impacto negativo sobre comunidades vulneráveis e o meio ambiente.
Fonte: O Tempo

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