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Análise: Marquinhos decide para um Fluminense que sofreu mais que o esperado contra Colo-Colo


Na metae da segunda etapa, o jogo vira uma trocação desnecessária. O Colo-Colo se lança ao ataque, passa a dominar o meio-campo e pressiona. O (e antes o Alianza Lima) é um clube experiente e fez valer o lema de "não existir jogo fácil" mesmo longe do investimento do Tricolor. Por isso, até dá para avaliar positivamente a vitória por 2 a 1 diante dos chilenos, nesta terça-feira, no Maracanã, mas não sem uma importante ponderação: o time cumpriu o seu papel, mas se espera mais do atual campeão.

É preciso ter cabeça fria para saber que a Libertadores não é o Campeonato Carioca. Até mesmo na campanha do título de 2023, houve momentos difíceis na fase de grupos — contra The Strongest e Sporting Cristal, no caso. Após a partida, Fernando Diniz foi feliz ao admitir que a sua equipe está sendo mais estudada, o que é bom sinal para quem temia uma acomodação. Mas não dá para ficar a uma intervenção do VAR de flertar com um novo tropeço.

A (justa) vitória do Fluminense passa muito por duas peças decisivas. A primeira é o atacante Marquinhos, que dará uma dor de cabeça enorme ao lesionado Keno, que sabe que a sua titularidade não está mais garantida. O camisa 77 teve ótima atuação, não apenas pelo golaço que abriu o placar logo no início ou pela assistência no gol da vitória, mas pelo desempenho que tem apresentado nos últimos jogos.

Outra é o meia Paulo Henrique Ganso, que é a engrenagem principal para todo o esquema do Fluminense funcionar. Tê-lo de volta ajuda a pensar, controlar o jogo, diminuir e acelerar o ritmo. Com ele em campo, todo o esquema tático de Fernando Diniz é mais perigoso. Devido a eles, o jogo no Maracanã até acenou para uma resolução fácil, mas esbarrou nos próprios problemas.

A grande novidade na escalação foi ter o volante Martinelli de zagueiro desde o início. É possível ver a escolha de duas formas. Pelo lado positivo, de fato, a saída de bola melhorou. O camisa 8 deu mais velocidade para o setor, acelerou os ataques e as inversões de bola. O gol de Marquinhos começa do Tricolor saindo da marcação pressão do Colo-Colo como de costume.

O problema é que Lima, que entrou no meio-campo, não tem o poder de marcação de Martinelli. O resultado foram espaços deixados na faixa central do campo, onde Arturo Vidal soube aproveitar.

O gol de empate do Colo-Colo escancara mais um problema: foi o 16º sofrido pelo Fluminense na temporada. Desses, oito foram em jogadas aéreas, de acordo com dados do Espião Estatístico. Desde a partida de ida da Recopa, contra a LDU, foram 11 gols sofridos pelo time de Fernando Diniz. Sete com bolas pelo alto. Lima não acompanhou Guillermo Paiva no lance.

Para a segunda etapa, a aposta foi na troca que leva dois volantes para serem zagueiros e a opção tática por dois centroavantes. André e Martinelli preencheram o setor e Lelê fez companhia a Germán Cano. Deu certo em termos de resultado, mas é preciso se questionar por quê em todo jogo essa substituição tem sido necessária. Sinal de que as ideias iniciais não funcionaram ou consequências do desenrolar da partida? Só Fernando Diniz poderá responder.

Num belo cruzamento de Marquinhos, Cano reencontrou o caminho das redes. Fruto da enorme diferença técnica que o Fluminense tem sobre o Colo-Colo. Mas, em desempenho, cabe ressalvas. Bastou o Colo-Colo fazer substituições que deixaram a equipe mais ofensivas para as fragilidades defensivas do Tricolor aparecerem.

Na metade segunda etapa, o jogo virou uma trocação desnecessária. O Colo-Colo se lançou ao ataque, passou a dominar o meio-campo e pressionar. O Fluminense foge de suas características e começa a rebater bolas aos montes e apostar numa ligação direta sem sucesso. Isso durou quase 10 minutos. Aqui, as críticas a Diniz são justas: a demora para mexer na equipe quase levou a um empate merecido do Colo-Colo. Quase.

O Colo-Colo chegou a empatar com Zavala, mas Jesús Valenzuela anulou o gol porque a bola bateu na mão de Paiva no início do lance. Então, Fernando Diniz fez as trocas, colocou Felipe Andrade e David Terans e conseguiu reequilibrar o time. Ainda viu Wiemberg ser expulso. Teve mais sorte que juízo.

Ao apito final, a impressão foi positiva pela sensação de evolução apresentada pelo Fluminense. Também dá para dizer que, neste momento da temporada, a melhor versão está sendo com dois centroavantes. Cano ao lado de John Kennedy, que estava suspenso, parece ser a melhor opção. Além de Marquinhos, claro, que não pode perder a titularidade quando Keno voltar.

A questão está em ajustar a defesa. Correr risco é uma rotina para o Fluminense, que já colheu muitos frutos devido a isso. Mas ter equilíbrio e regularidade também é fundamental.

Fonte: GE

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