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Arte urbana transforma espaços da Copasa e valoriza diferentes culturas em Varginha

há 5 horas
4 min de leitura

Murais de três artistas celebram a memória regional, a relação com as águas e a diversidade dos povos por meio do projeto Arte nas Águas de Minas
A sede da Copasa em Varginha recebeu, nesta sexta-feira (30/10), artistas, membros da comunidade e representantes da Companhia para a inauguração dos murais do projeto Arte nas Águas de Minas – iniciativa patrocinada pela empresa por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). As obras integram o espaço à proposta de uma galeria de arte a céu aberto e reúnem diferentes referências culturais em pinturas que convidam o público a refletir sobre a natureza, a memória e as relações entre as pessoas e o território onde vivem.
A galeria reúne trabalhos de Dani Werneck, natural de Varginha, Kaká Chazz, de Três Pontas, e Wira Tini, artista convidada de Manaus (AM). Na sede regional da Copasa, estão os murais de Dani e Kaká. Já a obra de Wira foi realizada na sede da Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Verde.
O evento foi realizado em uma área com acessibilidade e também contou com uma intérprete de Libras para garantir que todos pudessem participar integralmente da atividade.
Durante a cerimônia, o superintendente de Operações Sul da Copasa, Luiz Eduardo Carvalho Gomes, destacou a importância da arte para transformar os espaços e agradeceu aos artistas pela contribuição ao projeto.
“Como diz o poeta Ferreira Gullar, ‘a arte existe porque a vida não basta’. Há poucos dias, quando olhávamos para essa estrutura, víamos apenas um muro de concreto. Agora, por meio da arte e do trabalho dos artistas, esse espaço ganhou cores, vida e significado. Quero agradecê-los por esse trabalho tão especial e a todos que contribuíram para que esse projeto se tornasse realidade”, destacou.
O gerente da Regional Varginha da Copasa, Marco Aurélio Ribeiro, também ressaltou a importância de valorizar os talentos da região e fortalecer a relação da Companhia com a comunidade.
“É muito significativo celebrar esse momento. Precisamos valorizar cada vez mais os talentos locais e aproximar a Copasa da comunidade também por meio da cultura. Que iniciativas como essa fortaleçam ainda mais nossa parceria com o município e nos permitam continuar construindo uma história da qual todos tenhamos orgulho”, afirmou.
Representando a Prefeitura de Varginha, o secretário Municipal de Turismo e Comércio, Marcus Madeira, também falou sobre a relevância do projeto para a cidade.
“Varginha tem trabalhado para ampliar o turismo e aumentar o tempo de permanência dos visitantes na cidade. Iniciativas como essa contribuem para criar novos pontos de visitação e valorizar os artistas locais, além de oferecer mais uma experiência para quem vem conhecer o município. É uma parceria importante, que une cultura, turismo e valorização da nossa cidade”, destacou.
A coordenadora da 3ª edição do Arte nas Águas de Minas, Gisele Milagres, destacou o papel da arte urbana na ocupação dos espaços e na aproximação entre artistas e comunidade.
“É muito especial reunir esses talentos em Varginha e acompanhar essa troca de experiências. Agradeço também à Copasa por nos receber e a todas as pessoas que contribuíram para que esse trabalho acontecesse. Quando unimos arte e meio ambiente, trabalhamos com temas muito importantes, especialmente neste momento em que precisamos ampliar a conscientização sobre a preservação dos recursos naturais”, ressaltou.
Histórias que ganham vida nos murais
Na sede regional da Copasa, as obras de Dani Werneck e Kaká Chazz apresentam memórias e conhecimentos ligados à identidade mineira. Já na ETA Rio Verde, Wira Tini traz referências da cultura indígena amazônica, ampliando o diálogo cultural proposto pelo projeto.
Natural de Varginha, Dani Werneck assina o mural A Força da Raiz – Onde a Água Lembra. A obra resgata a memória das mulheres que lavavam roupas nas pedras, próximo a nascentes e ribeirões, prática que marcou a história de muitas famílias mineiras.
“A inspiração para o mural veio de uma conversa com a minha mãe, que me contou sobre as mulheres que lavavam roupas nas pedras. Quis trazer essa memória para a pintura porque acredito que a arte também tem o papel de resgatar histórias que nem sempre recebem a atenção que merecem”, destacou.
O mural Raízes Invisíveis, de Kaká Chazz, também explora os vínculos entre a natureza e a cultura regional.
“Varginha e toda essa região fazem parte da minha trajetória artística há mais de 15 anos. Por isso, fico muito feliz em deixar mais uma obra aqui, que considero um presente para a população. Quis trazer referências que representam nossa conexão com a natureza, com o território e com nossas raízes. Também espero que iniciativas como essa abram espaço para outros artistas da região mostrarem seus trabalhos e compartilharem suas expressões com a população”, afirmou.
Na ETA Rio Verde, a artista convidada Wira Tini, de Manaus (AM), apresenta o mural Kuarachi e Yatsi: O Ciclo do Sol e da Lua na Cosmovisão Kukama-Kukamiria. A muralista aborda os ciclos do sol e da lua a partir dos conhecimentos de sua cultura, relacionando esses elementos à natureza, à colheita e à vida das águas.
“Na minha arte, quis mostrar que os povos indígenas estão presentes nos espaços urbanos e produzem arte contemporânea. Fico muito feliz em participar de um projeto que aproxima as pessoas da arte e promove reflexões sobre a água, a natureza e a importância dos povos indígenas”, destacou.
O Arte nas Águas de Minas leva intervenções artísticas a espaços urbanos e promove atividades gratuitas que aproximam artistas e comunidades. A iniciativa valoriza a diversidade cultural, amplia o acesso à produção artística e incentiva novas formas de expressão. Realizada com o apoio do Ministério da Cultura e da APPA – Cultura & Patrimônio, a terceira edição do projeto percorre diferentes municípios mineiros, promovendo o encontro entre arte, cultura e meio ambiente.
Nesta edição, o evento já percorreu as cidades de Santa Rita do Sapucaí, Patos de Minas e Varginha e se prepara para desembarcar nas cidades de Timóteo e Pedro Leopoldo, ampliando ainda mais o acesso às artes em todo o Estado.
Fonte/Fotos: Copasa/MG

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