Ataques conjuntos de EUA e Arábia Saudita no Iraque deixam ao menos 20 mortos, dizem forças paramilitares
29 de jul.
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Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas após ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita contra instalações de logística e armamento no Iraque ligadas ao Irã. As informações foram divulgadas pelas Forças de Mobilização Popular (FMP), que afirmaram, em comunicado publicado no Telegram, que os bombardeios atingiram estruturas utilizadas pelo grupo em diferentes regiões do país.
Segundo as FMP, os ataques tiveram como alvo instalações localizadas nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala. O grupo informou que diversos quartéis-generais, veículos e equipamentos militares sofreram danos de diferentes proporções. Em comunicado anterior, a 30ª Brigada das FMP havia informado que sete ataques aéreos atingiram pontos estratégicos em Nínive, por volta das 3h20 no horário local, causando dez mortes e deixando outras seis pessoas feridas.
Após os bombardeios, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para discutir a situação. A convocação foi anunciada em comunicado divulgado pelo gabinete do chefe de governo.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a operação e afirmou que os ataques de precisão foram realizados em conjunto com as Forças Armadas da Arábia Saudita. Segundo o comando militar americano, a ofensiva teve como alvo grupos alinhados ao Irã que, de acordo com a versão apresentada pelos Estados Unidos, teriam recebido orientação da Guarda Revolucionária Islâmica para atacar tropas americanas e instalações de infraestrutura energética sauditas.
A Arábia Saudita também confirmou sua participação na ação coordenada com os Estados Unidos e informou, por meio do Ministério da Defesa, que não busca ampliar o conflito, mas responderá a qualquer agressão. Os bombardeios representam a retomada das operações militares americanas no Oriente Médio após a suspensão da ofensiva ocorrida na semana anterior, em meio ao agravamento das tensões envolvendo o Irã e ao fracasso de iniciativas diplomáticas relacionadas ao Estreito de Ormuz.
Segundo o relato da reportagem, o Irã informou ter realizado ataques contra navios no estreito e contra bases americanas localizadas na Jordânia. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo voltaram a subir diante da continuidade dos confrontos. Washington e Riad afirmaram que a ofensiva no Iraque foi uma resposta aos ataques com drones direcionados contra instalações petrolíferas sauditas. As Forças de Mobilização Popular, alvo da operação, são grupos paramilitares apoiados por Teerã e incorporados às forças de segurança oficiais iraquianas.
Os ataques também marcam a primeira grande ação militar dos Estados Unidos na região desde a suspensão da campanha de bombardeios anunciada pelo presidente Donald Trump após 13 dias de operações. Além disso, foi a primeira vez que a Arábia Saudita declarou publicamente ter participado de ataques conjuntos com os Estados Unidos durante o conflito. O governo iraquiano, que mantém relações militares e diplomáticas tanto com Washington quanto com Teerã, passou a enfrentar uma nova pressão diante da escalada da guerra.
O cenário também se agravou em outras frentes. O movimento Houthi, alinhado ao Irã e atuante no Iêmen, anunciou um bloqueio às exportações de petróleo sauditas no Mar Vermelho e realizou ataques contra navios e instalações petrolíferas. Horas antes da ofensiva no Iraque, os militares americanos afirmaram ter interceptado um ataque iraniano contra tropas dos Estados Unidos na região, enquanto as Forças Armadas da Jordânia informaram ter abatido cinco mísseis iranianos. Já a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter lançado mísseis balísticos contra instalações militares americanas na Jordânia e atingido três petroleiros que cruzavam o Estreito de Ormuz por uma rota considerada não autorizada.
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