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Ataques de ursos deixam seis mortos em um mês e cidade russa é descrita como ‘cercada’ pelos animais

há 1 dia
4 min de leitura


Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de ursos em apenas um mês na região de Krasnoyarsk, na Sibéria, na Rússia. O aumento dos incidentes levou autoridades a abrir uma investigação por possível negligência de funcionários públicos e, em uma região vizinha, um representante do governo afirmou que uma cidade com cerca de 10 mil habitantes está praticamente “sob cerco” dos animais.

A investigação foi aberta pelo Comitê de Investigação da Rússia, que atua nas regiões de Krasnoyarsk e Khakassia. Segundo o órgão, autoridades locais teriam deixado de adotar medidas para controlar a população de ursos ou impedir que os animais chegassem a áreas habitadas, apesar dos alertas registrados.

A situação ocorre em meio ao crescimento da população de ursos-pardos no país. Segundo o Ministério de Recursos Naturais da Rússia, o número desses animais passou de aproximadamente 130 mil em 1990 para quase 308 mil em 2026, mais que dobrando em pouco mais de três décadas.

Apesar desse aumento, o ministério afirma que a quantidade de ataques de ursos em todo o território russo permanece relativamente estável, entre 20 e 30 casos por ano. Autoridades e veículos de imprensa locais, porém, têm demonstrado preocupação com a frequência dos animais em áreas próximas à população.

Seis mortes em um mês

Os casos mais recentes ocorreram na região de Krasnoyarsk. No início de setembro, os corpos de dois aposentados foram encontrados em uma floresta próxima à cidade remota de Podtyosovo, com sinais de ataques de ursos.

Em 6 de setembro, um homem de 40 anos morreu depois de atravessar uma área de floresta, segundo a imprensa local. Outras três pessoas foram mortas nas semanas seguintes.

A vítima mais recente foi um trabalhador florestal de 39 anos. Segundo os investigadores, ele estava na manhã de 23 de setembro em uma área de mata, onde vigiava equipamentos, quando foi atacado por um urso.

Os investigadores também apontaram que, apesar dos diversos alertas, autoridades locais não teriam tomado providências suficientes para regular a presença dos predadores ou evitar que eles aparecessem em regiões ocupadas por pessoas.

Cidade fica “sob cerco”

Na vizinha Khakassia, a situação chamou atenção em Abaza, uma cidade localizada em uma região de taiga e com aproximadamente 10 mil moradores.

Dmitry Buchenik, vice-chefe do governo regional, afirmou que a cidade estava cercada por ursos “por todos os lados”. Em uma declaração sobre a situação, ele disse que a noite havia sido especialmente preocupante e que Abaza estava, na prática, sob um “cerco” dos animais.

Segundo Buchenik, alguns ursos foram afastados da região, enquanto três foram mortos pelas autoridades. Um deles, segundo o representante do governo, era considerado de tamanho muito grande.

Vídeos divulgados nas redes sociais, mas ainda não verificados, supostamente mostram um urso nadando em um rio próximo à cidade. Outra gravação mostra três animais atravessando uma estrada diante de veículos.

As autoridades russas ressaltam que, na maioria dos encontros entre humanos e ursos, os animais costumam fugir. Mesmo assim, a sequência de ataques fatais e a presença dos predadores nas proximidades de áreas habitadas aumentaram a preocupação na região.

A investigação agora busca apurar se houve negligência por parte de funcionários públicos diante dos alertas sobre a presença dos ursos e dos riscos para a população.Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de ursos em apenas um mês na região de Krasnoyarsk, na Sibéria, na Rússia. O aumento dos incidentes levou autoridades a abrir uma investigação por possível negligência de funcionários públicos e, em uma região vizinha, um representante do governo afirmou que uma cidade com cerca de 10 mil habitantes está praticamente “sob cerco” dos animais.

A investigação foi aberta pelo Comitê de Investigação da Rússia, que atua nas regiões de Krasnoyarsk e Khakassia. Segundo o órgão, autoridades locais teriam deixado de adotar medidas para controlar a população de ursos ou impedir que os animais chegassem a áreas habitadas, apesar dos alertas registrados.

A situação ocorre em meio ao crescimento da população de ursos-pardos no país. Segundo o Ministério de Recursos Naturais da Rússia, o número desses animais passou de aproximadamente 130 mil em 1990 para quase 308 mil em 2026, mais que dobrando em pouco mais de três décadas.

Apesar desse aumento, o ministério afirma que a quantidade de ataques de ursos em todo o território russo permanece relativamente estável, entre 20 e 30 casos por ano. Autoridades e veículos de imprensa locais, porém, têm demonstrado preocupação com a frequência dos animais em áreas próximas à população.

Seis mortes em um mês

Os casos mais recentes ocorreram na região de Krasnoyarsk. No início de setembro, os corpos de dois aposentados foram encontrados em uma floresta próxima à cidade remota de Podtyosovo, com sinais de ataques de ursos.

Em 6 de setembro, um homem de 40 anos morreu depois de atravessar uma área de floresta, segundo a imprensa local. Outras três pessoas foram mortas nas semanas seguintes.

A vítima mais recente foi um trabalhador florestal de 39 anos. Segundo os investigadores, ele estava na manhã de 23 de setembro em uma área de mata, onde vigiava equipamentos, quando foi atacado por um urso.

Os investigadores também apontaram que, apesar dos diversos alertas, autoridades locais não teriam tomado providências suficientes para regular a presença dos predadores ou evitar que eles aparecessem em regiões ocupadas por pessoas.

Cidade fica “sob cerco”

Na vizinha Khakassia, a situação chamou atenção em Abaza, uma cidade localizada em uma região de taiga e com aproximadamente 10 mil moradores.

Dmitry Buchenik, vice-chefe do governo regional, afirmou que a cidade estava cercada por ursos “por todos os lados”. Em uma declaração sobre a situação, ele disse que a noite havia sido especialmente preocupante e que Abaza estava, na prática, sob um “cerco” dos animais.

Segundo Buchenik, alguns ursos foram afastados da região, enquanto três foram mortos pelas autoridades. Um deles, segundo o representante do governo, era considerado de tamanho muito grande.

Vídeos divulgados nas redes sociais, mas ainda não verificados, supostamente mostram um urso nadando em um rio próximo à cidade. Outra gravação mostra três animais atravessando uma estrada diante de veículos.

As autoridades russas ressaltam que, na maioria dos encontros entre humanos e ursos, os animais costumam fugir. Mesmo assim, a sequência de ataques fatais e a presença dos predadores nas proximidades de áreas habitadas aumentaram a preocupação na região.

A investigação agora busca apurar se houve negligência por parte de funcionários públicos diante dos alertas sobre a presença dos ursos e dos riscos para a população.

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