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Ataques dos Houthis ameaçam rotas de petróleo da Arábia Saudita; preços podem subir nos Estados Unidos e no mundo

há 8 horas
1 min de leitura

Reprodução
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A Arábia Saudita é a maior exportadora de petróleo bruto do mundo, enviando milhões de barris diariamente. Desde o início do conflito que levou ao fechamento parcial do Estreito de Ormuz, sua rota principal ficou comprometida. As vias alternativas também estão agora sob forte pressão: ataques atingiram o oleoduto que leva produção até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, e o grupo Houthi assumiu o controle do Estreito de Bab al-Mandeb, passagem estratégica na entrada daquele mar, declarando bloqueio à navegação saudita. O príncipe herdeiro do reino pediu intervenção militar direta dos Estados Unidos, mas o pedido foi recusado.

O presidente americano afirmou que mantém diálogo com os Houthis e que busca solução negociada. Disse ainda que o grupo não deseja lutar contra os Estados Unidos e que a tensão é específica com a Arábia Saudita. Especialistas alertam, porém, que a situação é estrutural e não há retorno à condição anterior. A recusa em intervir preocupa aliados e enfraquece a confiança no apoio americano na região. Também pesa a experiência de uma campanha de bombardeios anterior, que não conseguiu reduzir de forma duradoura a capacidade de ação do grupo.

A ameaça às exportações tem reflexos diretos nos preços globais de combustível. Mesmo sendo grande produtora, a economia mundial é interligada: qualquer redução de oferta da Arábia Saudita eleva valores em todos os países, incluindo os Estados Unidos, onde os preços já estão em patamares altos. O tema é sensível às vésperas de eleições importantes. Na Arábia Saudita, o clima de preocupação cresceu tanto que eventos comemorativos do Dia Nacional, incluindo exibições públicas, foram cancelados em todo o país.

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