Ataques dos Houthis ao Aeroporto de Riad deixam três mortos e várias feridas; grupo ataca também base aérea e aeroporto de Najran
há 43 minutos
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O movimento armado Houthi, do Iêmen, apoiado pelo Irã, intensificou seus ataques contra a Arábia Saudita pelo terceiro dia consecutivo, mirando aeroportos civis, base militar e instalações do reino. Na quinta-feira (8), dois ataques com mísseis balísticos atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixando três cidadãos sauditas mortos e várias pessoas de diferentes nacionalidades feridas, conforme informou a Autoridade Geral de Aviação Civil. O segundo ataque danificou também uma aeronave da companhia Saudi Airlines. Os Houthis reivindicaram ainda o ataque ao Aeroporto de Najran e à Base Aérea Rei Khalid, empregando mísseis de cruzeiro e balísticos. Imagens verificadas pela CNN mostram fumaça sobre o terminal e testemunhas relataram múltiplas explosões na capital.
As autoridades sauditas informaram ter interceptado e destruído dois mísseis disparados em direção a Riad; destroços caíram sobre um jardim de infância e uma clínica médica. A Missão dos EUA na Arábia Saudita alertou cidadãos americanos para vigilância redobrada, mencionando risco de escalada, cancelamentos de voos e fechamento de espaço aéreo; funcionários do governo americano passam a necessitar de autorização especial para usar o aeroporto e seguem proibidos de viajar num raio de 32 km da fronteira com o Iêmen. Somando os ataques de dois dias, são três mortos e 36 feridos.
O líder Houthi Abdul Malik al-Houthi prometeu prosseguir os ataques e advertiu a Arábia Saudita para um conflito prolongado. O grupo alertou também funcionários de instalações petrolíferas e companhias aéreas para evitarem locais que possam vir a ser alvo. A Arábia Saudita respondeu com operação de grande escala atingindo 82 alvos militares houthis nas províncias de Saada, Hodeidah, Al-Jawf e Marib. As forças do governo iemenita, apoiadas pela coalizão saudita, prosseguem a ofensiva "Amanhecer do Iêmen" ao longo da costa oeste e próximo ao Estreito de Bab al-Mandeb, reivindicando centenas de ataques e baixas inimigas — números contestados pelos Houthis. O conflito se intensificou em julho após o colapso do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
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