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Autoridade dos Emirados Árabes classifica incidente em voo da Flydubai como “ato terrorista”

há 12 horas
2 min de leitura
Imagem ilustrativa
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Uma autoridade de alto escalão dos Emirados Árabes Unidos classificou como um “ato terrorista perigoso” o incidente ocorrido a bordo de um voo da Flydubai na quarta-feira (30). O episódio aconteceu enquanto a aeronave seguia de Dubai para Tel Aviv, em Israel, e envolveu o ataque do copiloto contra o comandante do avião.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (2) por Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, em uma publicação na rede social X. Ele elogiou a atuação do comandante indiano Smit Machchhar, que foi gravemente ferido durante o confronto e conseguiu contribuir para evitar uma possível tragédia.

Gargash afirmou que Machchhar demonstrou coragem e responsabilidade diante de um “ato terrorista perigoso” e de um possível desastre. Na mesma publicação, o conselheiro pediu cautela e alertou contra conclusões precipitadas e teorias da conspiração enquanto as autoridades ainda investigam o episódio.

Apesar da classificação feita pelo representante dos Emirados, a motivação do ataque ainda não foi confirmada. Na quinta-feira (1º), o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos determinou a abertura de uma investigação para verificar se a violência a bordo estava relacionada a atividade terrorista e se houve planejamento ou orientação prévia.

O incidente aconteceu durante o voo da Flydubai com destino a Tel Aviv. A aeronave começou a perder altitude rapidamente cerca de duas horas após a decolagem e fez uma mudança brusca de trajetória. Durante o episódio, o comandante Smit Machchhar foi atacado pelo copiloto.

Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine em pleno voo, permitindo que passageiros e outros integrantes da tripulação interviessem. O controle da aeronave foi recuperado e o avião realizou um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. Depois, os passageiros seguiram para Israel em outra aeronave.

O voo transportava 174 pessoas. O comandante ficou ferido e recebeu atendimento médico na Arábia Saudita. Segundo a Embaixada da Índia em Riad, ele estava em condição estável. O suspeito foi detido e passou a ser interrogado pelas autoridades sauditas.

A Arábia Saudita também abriu uma investigação sobre o caso. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o suspeito foi transferido para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira (1º), acompanhado por uma equipe de segurança emiradense. A investigação dos Emirados ocorre porque a aeronave está registrada no país e a legislação emiradense prevê jurisdição sobre crimes cometidos a bordo de seus aviões, mesmo quando estão fora de seu território.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na quinta-feira que o suspeito havia passado por um processo de “radicalização islâmica” e que teria pretendido derrubar o avião. Segundo Netanyahu, Israel também participa das investigações. As autoridades israelenses classificaram o episódio como uma possível tentativa de ataque terrorista, mas a motivação e eventuais conexões externas ainda não foram confirmadas.

Netanyahu e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, elogiaram a atuação de Machchhar durante o incidente. O comandante relatou que abriu a porta da cabine como uma tentativa de conseguir ajuda e impedir que os passageiros fossem mortos.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ataque, a motivação do copiloto e se houve planejamento prévio ou eventual ligação com atividade terrorista. Enquanto essas questões permanecem sob apuração, as autoridades dos Emirados, da Arábia Saudita e de Israel continuam analisando o episódio ocorrido durante o voo da Flydubai.

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