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Banco Central estuda levar Pix para outros países e prepara novas funções para aumentar segurança e facilitar pagamentos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O Banco Central (BC) informou que estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e a mecanismos multilaterais de pagamentos instantâneos. A proposta poderá reduzir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais, permitindo remessas e compras com valores disponibilizados em moeda local em poucos segundos.
A agenda de novos produtos e funcionalidades foi apresentada pelo BC na segunda-feira (10), no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. A instituição também informou que acompanha modelos de transações internacionais que já vêm sendo implementados por empresas brasileiras e estrangeiras.
Entre as novidades em estudo estão transações por aproximação mesmo sem internet e o Pix Automático, que poderá substituir o débito em conta em determinadas operações.
O Banco Central também avalia integrar o Pix ao mercado de crédito, permitindo que os chamados “fluxos futuros de Pix” sejam usados como garantia para financiamentos. Segundo o órgão, a medida poderá melhorar a qualidade das garantias e contribuir para reduzir o custo do crédito, principalmente para empresas que utilizam o sistema com frequência.
Outra preocupação envolve o uso das mensagens nas transações. O BC identificou casos em que o campo destinado a informações sobre pagamentos passou a ser utilizado para ofensas, ameaças e intimidações, muitas vezes acompanhadas de transferências de valores baixos. Por isso, foi criado um grupo de trabalho para avaliar medidas contra o uso inadequado do recurso.
Na área de segurança, o BC prevê novas ações para combater fraudes, incluindo critérios objetivos para identificar transações suspeitas. Atualmente, cada instituição possui suas próprias políticas, o que pode gerar diferenças na análise das operações.
Também está prevista a criação de um indicador de probabilidade de fraude no Pix, calculado em tempo real pelo Banco Central. O mecanismo deverá utilizar modelos de aprendizado de máquina e poderá ser disponibilizado às instituições participantes para reforçar seus sistemas antifraude.
A agenda inclui ainda a padronização dos alertas de fraude, o aprimoramento do compartilhamento de informações para bloqueios cautelares e a ampliação das medidas de proteção, incluindo restrições ao cadastramento de novas chaves Pix por instituições que representem riscos ao sistema.
A possibilidade de integração internacional do Pix ocorre em meio ao debate sobre o papel do sistema brasileiro no mercado de pagamentos. O mecanismo também passou a ser alvo de questionamentos do governo dos Estados Unidos, que classificou o modelo como uma prática desleal no mercado financeiro brasileiro, argumento contestado pelas autoridades brasileiras.

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Gazeta de Varginha

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